Sábado, 16 de maio de 2026
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A decisão de se opor à liberdade condicional do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, não foi tomada pela Procuradoria sueca, e sim pelas autoridades britânicas, publicou nesta quinta-feira o jornal The Guardian.

A Procuradoria da Coroa britânica tentará nesta quinta-feira anular no Alto Tribunal a decisão tomada na última terça-feira por um juiz britânico de conceder ao ativista australiano a liberdade mediante pagamento de fiança de 240 mil libras, das quais 200 mil deveriam ser depositadas em dinheiro ao tribunal.

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Segundo o Guardian, acreditava-se até agora que a Procuradoria britânica havia se oposto a essa decisão unicamente em representação da sueca, mas um porta-voz da promotoria do país escandinavo informou que a decisão de recorrer contra a libertação de Assange fora tomada pelas autoridades britânicas.

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Os advogados de Assange reagiram à notícia com indignação e disseram que as autoridades britânicas haviam assegurado que a decisão partira de Estocolmo.

“A Procuradoria da Coroa me informou nesta quinta-feira que a decisão de recorrer à liberdade condicional corresponde totalmente a ela, já que os fiscais suecos não podem tomar nenhuma decisão sobre essa matéria no Reino Unido”, declarou ao diário Karin Rosander, porta-voz da procuradoria sueca.

A Procuradoria da Coroa britânica argumenta em seu recurso, ao qual o The Guardian teve acesso, que Assange deve permanecer detido no Reino Unido até que se decida sobre sua extradição para a Suécia, algo que pode demorar vários meses para acontecer.

Assange permanece desde sua detenção, em 7 de dezembro, na prisão londrina de Wandsworth e seus advogados já reclamaram das condições às quais o ativista está submetido, em uma cela isolada e sem poder receber correspondências.

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Promotoria britânica tentará anular liberdade condicional de Assange

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