Domingo, 14 de junho de 2026
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A Procuradoria de Milão concluiu o inquérito sobre o suposto envolvimento do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, com prostituição de jovens e mulheres.

Segundo os promotores, a jovem marroquina Karima El-Mahroug, conhecida como Ruby, manteve relações sexuais com o chefe de governo mediante pagamentos, enquanto era menor de idade. O órgão relata que, durante 14 de fevereiro e 2 de maio de 2010, Berlusconi e a jovem tiveram 13 encontros na mansão do premier, em Arcore.

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O inquérito também afirma que 32 mulheres, além de Ruby, teriam recebido dinheiro em troca de favores sexuais. Todas tinham mais de 18 anos, na época, com exceção da marroquina. Elas teriam sido induzidas a se prostituir pela conselheira regional do partido governista PDL (Povo da Liberdade) Nicole Minetti, pelo empresário televisivo Lele Mora e pelo diretor de noticiários do canal Desafie Quattro, Emilio Fede.

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O diretor conheceu Ruby em um concurso de beleza realizado na Sicília em setembro de 2009, quando a jovem tinha 16 anos.

Os resultados das investigações apontam que os encontros entre as mulheres e Berlusconi tinham três etapas. Na primeira, o premier jantava com as garotas. Em seguida, as moças faziam strip-tease e danças eróticas, e, ao final, ele escolhia uma ou mais mulheres para passar noite juntos.

Fede e Mora seriam responsáveis os pela “identificação das jovens mulheres dispostas a se prostituir na residência de Arcore, de Silvio Berlusconi”, além de “organizarem”, em algumas ocasiões, “o acompanhamento de Milão a Arcore de algumas participantes das noites, disponibilizandoseus próprios carros, induzindo e favorecendo a atividade de prostituição”, segundo a Procuradoria de Milão.

Minetti, por sua vez, “intermediava a sistemática da entrega” das jovens para a atividade de prostituição, com prévio consenso do primeiro-ministro.

Após o anúncio da conclusão das investigações, a conselheira Minetti recusou-se a responder às perguntas dos jornalistas ao deixar a sala do Conselho da Lombardia.

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Procuradoria de Milão conclui inquérito sobre caso Ruby

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