Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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A violência utilizada pelo regime do coronel Muamar Kadafi contra os manifestante que pedem sua renúncia tem provocado revolta não apenas em seus opositores. Nesta quinta-feira (24/02), Ahmed Gadhaf al Dam, primo do líder líbio e porta-voz do governo na pasta dos Negócios Estrangeiros renunciou ao cargo.

Segundo a rede de televisão Al Arabiya, al Dam alega que sua demissão é uma forma de protesto pela dura repressão contra os manifestantes que pedem o fim do regime de Kadafi, no poder desde 1969.

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A Al Arabiya informou que Gadhaf al Dam pedirá asilo político no Egito. Para o primo de Kadafi, o governo líbio esta “violando os direitos humanos e as leis internacionais” com a dura repressão contra os manifestantes.

Gadhaf al Dam era um dos elementos mais próximos do líder e uma importante peça política no governo líbio, há 42 anos no poder.

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Desde quarta-feira (22/02), o regime de Kadafi apresenta uma série de
fraquezas. Segundo informações provenientes das mais variadas fontes
confirmam que amplas regiões do país, em especial ao leste, começam a
se libertar do domínio do regime de Trípoli.

Na cidade de Benghazi, segundo o jornal Quryna, as autoridades locais desistiram de exercer suas funções devido à pressão das ruas. Os habitantes, por sua vez, decidiram assumir os assuntos da cidade. Comitês populares foram constituídos para solucionar algumas questões, tais como a recuperação das armas utilizadas por alguns manifestantes em ataques aos quartéis e delegacias de polícia.

Antes de Gadhaf al Dam, inúmeros diplomatas e embaixadores líbios, além de vários oficiais e tropas do exército deixaram os respectivos cargos, sendo que muitos deles aderiram aos protestos. A maior fragilidade do governo, porém, ficou evidente com a renúncia do ministro do Interior e antigo companheiro de armas de Kadafi, o general Abdul Fatah Younis. Ele foi o terceiro membro do gabinete a abandonar o cargo, como reação à repressão contra os manifestantes.

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Primo de Kadafi abandona o cargo e condena repressão aos opositores

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