Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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O primeiro-ministro egípcio, Ahmed Shafiq, afirmou neste sábado (19/02) que o número de presos políticos detidos no país chega a 487 e que, em breve, serão libertados 122 deles, informou a agência oficial de notícias egípcia Mena.

O chefe de governo fez o anúncio em reunião com presidentes de conselhos diretores e de redação de jornais egípcios, acrescentou a agência.

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Shafiq indicou que esses 487 presos “estão classificados em diferentes graus de periculosidade” e que as pessoas detidas durante as recentes manifestações populares “não superam os dedos de uma mão”. Para eles, está sendo estudada a hipótese de libertação.

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O premiê também revelou que tenta descobrir o destino dos jovens desaparecidos durante os protestos e distúrbios que começaram em 25 de janeiro, e que forçaram a renúncia do presidente Hosni Mubarak no último dia 11.

Por sua parte, o presidente da rede egípcia para a informação dos direitos humanos, Gamal Eid, assinalou que o número de presos detidos em virtude da lei de emergência chega a milhares. “Nós exigimos a libertação imediata desses presos. Um governo que respeita a democracia não prende as pessoas devido às suas opiniões”, ressaltou o ativista de direitos humanos.

Ao ser perguntado sobre o número de detidos durante as mobilizações das recentes manifestações, Eid estimou que estão entre 400 e 500, e lembrou que seu grupo pediu às autoridades egípcias para anunciar o número exato e os locais onde estão localizados os presos.

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Primeiro-ministro egípcio diz que há 487 presos políticos no país

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