Terça-feira, 28 de abril de 2026
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O primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, renunciou ao cargo na manhã desta quarta-feira (noite de terça, 1º/6, no Brasil) após enfrentar uma brusca queda de popularidade devido à decisão de manter uma base militar dos Estados Unidos em seu país – que ele tinha prometido desativar durante a campanha eleitoral, no ano passado.

Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, Hatoyama anunciou a decisão durante uma reunião dos parlamentares de seu partido, o DPJ (sigla em inglês para Partido Democrata do Japão). A renúncia ocorre em meio a uma crise, depois que o Partido Social-Democrata deixou a coligação do governo e passou para a oposição, por rejeitar o acordo com os EUA para manter a base na ilha de Okinawa, apenas mudando sua localização.

De acordo com o jornal Yomiuri Shimbun, o primeiro-ministro disse ter pedido que o secretário-geral do DPJ, Ichiro Ozawa, também deixe o cargo. Ozawa teria concordado, segundo Hatoyama.

A rede de TV estatal japonesa NHK informou que Hatoyama alegou deixar o cargo para assumir a responsabilidade pelo rompimento da coalizão, e por um escândalo de financiamento de campanha. Ozawa também foi envolvido no escândalo do dinheiro desviado.

“A política atualmente realizada pelo partido não foi entendida pela população”, disse Hatoyama à NHK. “E lamento que as pessoas foram perdendo a vontade de tentar entender”.

Já o jornal japonês The Japan Times (publicado em inglês) lembra que outro fator que contribuiu para a queda de Hatoyama – apenas oito meses depois de assumir o governo, em coalizão com os social-democratas e o Novo Partido do Povo – foi a proximidade das eleições municipais, esperadas para 11 de julho. O partido teve receio de que a queda na popularidade de Hatoyama impedisse uma vitória eleitoral e a conquista de uma maioria na câmara, necessária para aprovar leis sem impedimentos.



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Primeiro-ministro do Japão renuncia após 9 meses de governo

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