Sábado, 16 de maio de 2026
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Um dos presidiários que continua dentro da penitenciária de San Miguel, que pegou fogo nesta madrugada, declarou à imprensa chilena, por celular, que “há muita fumaça no lugar” e exigiu ser retirado logo do local.

“O incêndio está controlado, mas temos pessoas vivas e estamos nos intoxicando com a fumaça. Estamos presos, os policiais estão para chegar para bater na gente com cassetetes, com tudo, por nada. Temos mais 40 pessoas”, afirmou o preso, que não quis se identificar. “Estamos amontoados, vão me massacrar. Tem muita fumaça no lugar. Aqui, por um telefone, batem em todos. Meu irmão está aqui”.


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Uma mulher que se identificou como tia de outro preso declarou à TV Chilevisión que não é a primeira vez que um caso do tipo acontece.

“Há oito anos, aconteceu a mesma coisa e a polícia viu o que estava ocorrendo e não abriu a porta aos menores [de idade]. Por isso, daquela vez morreram várias crianças queimadas e agora ocorre o mesmo. Sabemos que os menores estão pagando pelo que fizeram, mas não é para mantê-los como animais, porque também são seres humanos e chilenos”, acrescentou ela.

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Nesta madrugada, a penitenciária de San Miguel, localizada na periferia de Santiago, foi cenário de um incêndio que matou pelo menos 81 prisioneiros e deixou outros 14 com queimaduras graves nas vias aéreas e no rosto, segundo o último informe do ministro de Saúde do Chile, Jaime Mañalich. Também ficaram feridos três carcereiros e um bombeiro.

Resgate

O alarme de incêndio foi dado às 5h51 locais (6h51 no horário de Brasília) e foi seguido da evacuação de mais de 200 presos, uma vez que as chamas se espalharam do quarto para o terceiro piso. Segundo o prefeito de Santiago, Fernando Echeverría, no setor norte da torre cinco foram resgatados com vida 60 presos “e quinze falecidos por asfixia”. No setor sul, 72 homens foram resgatados e 66 deles morreram.

“Há 1.900 detentos nesta prisão. Somente foi afetada a torre cinco do quarto andar”, informou Echeverría.

Os homens retirados foram agrupados no ginásio esportivo da penitenciária enquanto forças especiais da polícia chegavam para impedir fugas e controlar a situação.

“Depois de uma briga, houve um incêndio, no setor sul. O incêndio foi gravíssimo, é muito difícil que tenhamos uma lista” de vítimas, disse o prefeito.

Ovo no rosto

Do lado de fora, os parentes gritam os nomes de seus parentes presos e choram. Alguns chegaram a pular as grades de acesso, entrar nos estacionamentos e subir nos carros para tentar algum contato com os prisioneiros. De dentro da cadeia, os presidiários gritam seus nomes para as famílias do outro lado saibam que estão vivos.

Echeverría foi atingido por um ovo no rosto, jogado pelo parente de um dos detentos, angustiado pela situação de tensão e pela falta de informação sobre os parentes presos.

O subdiretor de operações da polícia penitenciária, coronel Jaime Concha, admitiu que a situação “é super complicada” e informou que estão “fazendo a identificação por meio de provas técnicas e científicas pelo Instituto Médico Legal”.

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Preso pede para ser tirado de penitenciária que pegou fogo no Chile

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