Domingo, 17 de maio de 2026
APOIE
Menu

Uma delegação integrada por três presidentes de África Ocidental chegou nesta terça-feira (28/12) a Abidjan para pedir a Laurent Gbagbo que entregue pacificamente a presidência a Alassane Ouattara e advertir que, se não o fizer, poderá ser utilizada a força para obrigá-lo.

Os presidentes do Benin, Cabo Verde e Serra Leoa, em nome da Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao), comunicarão a Gbagbo as decisões da cúpula extraordinária que realizaram na sexta-feira em Abuja, onde também manifestaram sua preocupação pela violência pós-eleitoral suscitada no país.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Leia mais:

Costa do Marfim pede saída de tropas da ONU, que prometem cumprir mandato

Militares fecham fronteiras da Costa do Marfim após resultado de eleições 

Costa do Marfim realiza no domingo 2º turno de eleições em clima de tensão 

Costa do Marfim terá toque de recolher depois do segundo turno das eleições
 

Liderados por Yayi Boni, presidente do Benin, Pedro Pires, de Cabo Verde, e Ernest Bai Koroma, de Serra Leoa, eles chegaram ao Palácio Presidencial de Abidjan para exigir que reconheça sua derrota eleitoral de 28 de novembro e entregue o poder a Ouattara, reconhecido como presidente eleito pela comunidade internacional.

Mais lidas

Diante da ameaça de usar a força para tirá-lo do poder, Gbagbo e seus seguidores, que rejeitaram a possibilidade de abandonar o Governo, assinalaram que a Costa do Marfim “não é um protetorado da Cedeao” e ameaçaram com guerra civil e desestabilização dos países vizinhos.

Posteriormente, os três governantes devem reunir-se com Ouattara no Hotel Golfe de Abidjan, onde estabeleceu sua sede e a de seu Governo, protegido pelos ex-rebeldes das Forças Novas e os “capacetes azuis” da Operação de Nações Unidas em Costa do Marfim (Onuci).

O Hotel Golfe está assediado pelas Forças Armadas e de segurança marfinianas, que apoiaram a Gbagbo, que não permitem o acesso aos soldados da ONUCI, que tem que abastecer o lugar mediante helicópteros.

Antes das reuniões com Gbagbo e Ouattara, os presidentes que representam a Cedeao terão encontro com o diretor de Operações de Manutenção da Paz da ONU, Alain Le Roy, e o enviado das Nações Unidas em Costa do Marfim, Choi Youn-jin.

À mediação para tratar de evitar uma guerra civil anunciaram que se unirão os bispos da Costa do Marfim, onde a Igreja Católica fez uma chamada à negociação para evitar a violência e o derramamento de sangue.

Se a missão dos presidentes da Cedeao fracassar, o primeiro-ministro do Quenia, Raila Odinga, viajará em breve a Abidjan, em nome da União Africana (UA) para buscar uma solução ao conflito.

Especiais de fim de ano:

Rosário Balustra: 34 anos depois, o encontro com a justiça em Córdoba

Em Buenos Aires, moradores reclamam de treme-treme provocado pelo estádio do River Plate

China busca soluções para frear desigualdade social

Siga o Opera Mundi no Twitter   

Conheça nossa página no Facebook
 

Presidentes de África Ocidental chegam a Abidjan para pedir renúncia Gbagbo

NULL

NULL

NULL