Presidentes de África Ocidental chegam a Abidjan para pedir renúncia Gbagbo
Presidentes de África Ocidental chegam a Abidjan para pedir renúncia Gbagbo
Uma delegação integrada por três presidentes de África Ocidental chegou nesta terça-feira (28/12) a Abidjan para pedir a Laurent Gbagbo que entregue pacificamente a presidência a Alassane Ouattara e advertir que, se não o fizer, poderá ser utilizada a força para obrigá-lo.
Os presidentes do Benin, Cabo Verde e Serra Leoa, em nome da Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao), comunicarão a Gbagbo as decisões da cúpula extraordinária que realizaram na sexta-feira em Abuja, onde também manifestaram sua preocupação pela violência pós-eleitoral suscitada no país.
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Liderados por Yayi Boni, presidente do Benin, Pedro Pires, de Cabo Verde, e Ernest Bai Koroma, de Serra Leoa, eles chegaram ao Palácio Presidencial de Abidjan para exigir que reconheça sua derrota eleitoral de 28 de novembro e entregue o poder a Ouattara, reconhecido como presidente eleito pela comunidade internacional.
Diante da ameaça de usar a força para tirá-lo do poder, Gbagbo e seus seguidores, que rejeitaram a possibilidade de abandonar o Governo, assinalaram que a Costa do Marfim “não é um protetorado da Cedeao” e ameaçaram com guerra civil e desestabilização dos países vizinhos.
Posteriormente, os três governantes devem reunir-se com Ouattara no Hotel Golfe de Abidjan, onde estabeleceu sua sede e a de seu Governo, protegido pelos ex-rebeldes das Forças Novas e os “capacetes azuis” da Operação de Nações Unidas em Costa do Marfim (Onuci).
O Hotel Golfe está assediado pelas Forças Armadas e de segurança marfinianas, que apoiaram a Gbagbo, que não permitem o acesso aos soldados da ONUCI, que tem que abastecer o lugar mediante helicópteros.
Antes das reuniões com Gbagbo e Ouattara, os presidentes que representam a Cedeao terão encontro com o diretor de Operações de Manutenção da Paz da ONU, Alain Le Roy, e o enviado das Nações Unidas em Costa do Marfim, Choi Youn-jin.
À mediação para tratar de evitar uma guerra civil anunciaram que se unirão os bispos da Costa do Marfim, onde a Igreja Católica fez uma chamada à negociação para evitar a violência e o derramamento de sangue.
Se a missão dos presidentes da Cedeao fracassar, o primeiro-ministro do Quenia, Raila Odinga, viajará em breve a Abidjan, em nome da União Africana (UA) para buscar uma solução ao conflito.
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