Domingo, 17 de maio de 2026
APOIE
Menu

Uma delegação composta por três presidentes da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) pretende viajar a Abidjan, capital da Costa do Marfim, para pedir ao líder Laurent Gbagbo que deixe o governo local e ameaçá-lo com o uso da força para forçar sua saída.

O porta-voz da Cedeao, Sunny Ugoh, afirmou à Agência Efe em Lagos que a delegação, que se deslocará na terça-feira (28/12) à Costa do Marfim, será composta pelos presidentes de Benin, Cabo Verde e Serra Leoa, que devem se reunir com Gbagbo em Abidjan, possivelmente acompanhados pelo presidente da Comissão do organismo, James Victor Gbeho.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Na sexta-feira passada, em uma cúpula extraordinária, dez dos 15 presidentes da Cedeao decidiram em Abuja advertir a Gbagbo que eles poderiam usar a força para tirá-lo do poder, caso não reconheça Alassane Ouattara como legítimo presidente da Costa do Marfim, após as eleições de 28 de novembro.

Leia mais:

Costa do Marfim pede saída de tropas da ONU, que prometem cumprir mandato

Militares fecham fronteiras da Costa do Marfim após resultado de eleições 

Costa do Marfim realiza no domingo 2º turno de eleições em clima de tensão 

Costa do Marfim terá toque de recolher depois do segundo turno das eleições
 

Mais lidas

Após a votação, a Comissão Eleitoral Independente (CEI) anunciou a vitória a Ouattara, com 54% dos votos, contra 46% de Gbagbo, um resultado convalidado pela Operação das Nações Unidas em Costa do Marfim (Onuci).

Gbagbo não admitiu a derrota e o Conselho Constitucional, formado por seus partidários, anulou as votações em sete distritos amplamente favoráveis a Outtara e lhe deu o triunfo com 51,5%, contra 48,5% de seu rival.

Tanto Ouattara quanto Gbagbo se declararam presidentes e passaram a atuar como tais, designando primeiros-ministros e Gabinetes, o que gerou enorme tensão e provocou violência no país, que se encontra à beira de uma guerra civil.

A comunidade internacional respaldou a vitória eleitoral de Ouattara e exigiu que Gbagbo deixe a Presidência, ele que já foi submetido a sanções econômicas e de viagem pela ONU, União Europeia e Estados Unidos.

A União Africana e a Cedeao suspenderam a Costa do Marfim do quadro de países até que Ouattara tome posse da Presidência, o que é impedido pelas Forças Armadas e de Segurança, leais a Gbagbo.

Siga o Opera Mundi no Twitter  

Conheça nossa página no Facebook
 

Presidentes africanos vão à Costa do Marfim para pressionar saída de presidente

NULL

NULL

NULL