Presidente do Chile rejeita pedido de indulto de militares que participaram da ditadura
Presidente do Chile rejeita pedido de indulto de militares que participaram da ditadura
Em um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, que foi ao ar neste domingo (25/7), o presidente do Chile, Sebastián Piñera, encerrou a polêmica sobre a concessão de indulto a militares que participaram da ditadura, como propôs a Igreja Católica do país. Piñera rejeitou a sugestão dos religiosos alegando que a medida não é “prudente nem conveniente”. O Chile viveu uma das ditaduras mais rigorosas da América Latina por 17 anos.
As informações são da Presidência da República do Chile. “[Observando] especialmente os interesses da pátria e o bem-estar dos chilenos, em tempos e circunstâncias, não é prudente nem conveniente promover a concessão de um perdão geral”, disse o presidente.
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Piñera acrescentou que, em casos específicos, como de doentes terminais ou de portadores de doenças degenerativas, o governo poderá conceder o indulto.
De 1973 a 1990, o Chile viveu sob o regime ditatorial do general Augusto Pinochet. No período, segundo entidades não governamentais chilenas, cerca de 3 mil pessoas morreram por razões políticas, e 28 mil sofreram tortura, inclusive a ex-presidente Michelle Bachelet. O pai dela morreu nos porões da ditadura.
Desde o último dia 22, quando a proposta da Igreja Católica foi entregue a Piñera, organizações de direitos humanos e outros grupos sociais e políticos iniciaram uma campanha nos meios de comunicação contra o eventual indulto, a ser decidido por Piñera ou pelo Congresso.
O presidente, que tomou posse em março, é o primeiro governante conservador do Chile desde a redemocratização no país. Católico praticante e de uma família em que há vários religiosos, Piñera foi bastante pressionado para conceder o indulto.
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