Domingo, 10 de maio de 2026
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As autoridades eleitorais de Ruanda anunciaram nesta terça-feira (16/07) que o atual presidente do país, Paul Kagame, obteve 99% dos votos nas eleições realizadas nesta segunda-feira (15/07), e que, portanto, está reeleito para mais um mandato, o quinto consecutivo.

As duas candidaturas de oposição juntas tiveram menos de 1% dos votos. Uma delas foi encabeçada por Frank Habineza, do Partido Democrático Verde (centro-esquerda) e ficou com 0,47%. A outra, liderada pelo escritor Philippe Mpayimana, ficou com 0,44%. Ambos afirmam que houve diversas fraudes durante o processo eleitoral.

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No entanto, o resultado é parecido com o que aconteceu no último pleito no país, em 2017, quando Kagame obteve quase 98,7% dos votos e seu único competidor, o escritor Mpayimana, ficou com 0,8%. Na ocasião, o opositor também denunciou fraude, mas não foi capaz de impedir a homologação dos resultados.

Campanha Free Palestine

A vitória permitirá a Kagame estender sua hegemonia para quase 30 anos. Este novo período durará até 2029, já que será de apenas cinco anos, dois a menos que seus três mandatos anteriores, que foram de sete anos. Ele assumiu o poder no ano 2000, junto com o partido Frente Patriótica Ruandesa (RPF, por sua sigla em inglês), de direita liberal.

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Seu primeiro período, de apenas três anos, foi conquistado após eleição indireta pelo parlamento local, quando o país reativou suas instituições após a queda do governo de Pasteur Bizimungu, líder político por trás do genocídio que o país sofreu em 1994, no qual morreram mais de um milhão de pessoas.

História

O dia 15 de julho, data na qual acontecem as eleições presidenciais em Ruanda, marca o dia considerado como “o fim do genocídio”, quando foi derrubado o decreto presidencial que permitia ações de extermínio por parte de grupos extremistas da etnia hutu.

Twitter Paul Kagame
Oposição acusou atual presidente de Ruanda de instrumentalizar eventos sobre aniversário do genocídio para favorecer sua campanha de reeleição

Os ataques dos grupos de extermínio tinham como alvo as comunidades da etnia tutsi ou mesmo contra hutus que não estivessem a favor do massacre aos tutsis. Apesar da anulação do decreto, essas ações continuaram acontecendo durante anos.

Em 2024, a data completou 30 anos. Devido à eleição presidencial, os eventos dedicados a rememorar esse acontecimento foram realizados no último fim de semana.

Os candidatos opositores a Kagame afirmam que parte da manipulação das eleições esteve na instrumentalização dos eventos para recordar o genocídio, como forma de promover a candidatura do atual presidente.