Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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O presidente da TV privada venezuelana Globovisión Guillermo Zuloaga, foragido da justiça venezuelana após ser acusado de usura e associação criminosa por manter 20 veículos em sua propriedade, confirmou que fez um pedido de asilo político aos Estados Unidos e que o processo “está próximo de ser concluído”.

Zuloaga negou que em uma reunião mantida com funcionários do Capitólio, em Washington, tenha ajudado a planificar ações desestabilizadoras na Venezuela, como alertou essa semana o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Na quarta-feira o presidente disse que Zuloaga estava participando de um plano para assassiná-lo e que o empresário pagaria 100 milhões de dólares a quem o fizesse, e solicitou a seus aliados que tomassem medidas contra a Globovisión.

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O empresário, de 67 anos, é acusado de participar da tentativa de golpe de Estado contra Chávez, em abril de 2002. Dias antes do golpe, que fracassou, as quatro principais redes venezuelanas naquele momento (Venevisión, RCTV, Televen e Globovisión) haviam trocado a programação regular por ataques ao presidente.

“O único que tem experiência em golpes de Estado ou magnicídio nos últimos 60 anos na Venezuela é o presidente Hugo Chávez”, acusou Zuloaga em entrevista à CNN em espanhol.

“Eles andam pagando. Já têm, de acordo com informações muito fidedignas, dizem que têm 100 milhões de dólares para dar àquele que me mate. Um deles é o dono de um canal de televisão que neste momento está transmitindo na Venezuela”, disse o presidente enquanto Zuloaga dava a entrevista.

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Em 25 de março deste ano, o presidente da emissora foi detido no aeroporto venezuelano Falcón ao tentar sair do país e embarcar para a Bonaire, ilha das Antilhas Holandesas. No fim de junho, Zuloaga foi formalmente acusado, ao lado do filho, de usura, por causa dos cerca de 20 carros armazenados irregularmente, segundo a promotoria – os dois podem ser condenados a penas de até cinco anos de prisão. No entanto, Zuloaga conseguiu sair da Venezuela e é tratado como foragido pela justiça venezuelana.

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Presidente da TV venezuelana Globovisión pede asilo aos EUA

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