Sábado, 16 de maio de 2026
APOIE
Menu

O chefe de Estado italiano, Giorgio Napolitano, pediu nesta segunda-feira (20/12) que a política nacional tenha um “salto de qualidade” que permita manter a estabilidade do país no contexto atual e descartou, por enquanto, a possibilidade de realizar eleições antecipadas.

Napolitano se referiu assim à difícil situação política que vive o país após as duas moções de censura que foram superadas pelo Executivo do atual primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, na Câmara dos Deputados na terça-feira passada (14/12).

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“É decisivo na Itália um salto de qualidade da política. Decisivo para a estabilidade e a continuidade da vida institucional e para manter o sistema italiano em um contexto europeu marcado pelas tensões”, disse Napolitano nesta segunda, durante seu discurso de Natal, diante dos ocupantes dos principais cargos do Estado.

Leia mais: 

Manifestantes e policiais entram em confronto em Roma 

Com suspeita de corrupção, Berlusconi conquista votos de confiança no Parlamento  

Berlusconi: o Príncipe muda de pele   

Terremoto na Itália e reconstrução: a máfia vai faturar de novo?   

Ou vocês acham que o governo Berlusconi durará para sempre?   

Gerações serão perdidas se Berlusconi não for derrotado, diz Nichi Vendola   

Mais de um ano após terremoto, habitantes da histórica L’Aquila reclamam de descaso do governo 
 

Mais lidas

“Seguirei pedindo a continuidade da vida institucional e de uma legislatura à qual ainda restam mais de dois anos, sempre que exista a perspectiva de uma ação de Governo eficaz e de um desenvolvimento produtivo da atividade das Câmaras”, destacou.

As declarações foram bem amparadas por Berlusconi, que assegurou ao término do discurso que as palavras de Napolitano “são uma lança em favor da continuidade, e isso vai em sintonia com o que nós consideramos que é o interesse do país”.

Berlusconi voltou a falar também do confronto com seu ex-aliado e líder do grupo parlamentar FLI (Futuro e Liberdade), Gianfranco Fini, a quem acusou de contar com o apoio da magistratura e de ter “bloqueado” a controvertida lei sobre escutas proposta pelo governo.

Além disso, o primeiro-ministro da Itália antecipou a possibilidade de mudar o nome de seu atual partido, o PDL (Povo da Liberdade), fundado com Fini, para evitar possíveis polêmicas com o ex-aliado.

“É um nome que não calou entre as pessoas até o ponto em que muitos o chamam PDL. Além disso, existe o risco de entrar em confronto com o FLI, e, por isso, deveremos trocar”, disse Berlusconi.

Siga o Opera Mundi no Twitter    

Conheça nossa página no Facebook 
 
 
 

Presidente da Itália descarta eleições antecipadas

NULL

NULL

NULL