Domingo, 10 de maio de 2026
APOIE
Menu

O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, anunciou nesta quinta-feira (7/10) que vetará a lei que concede ao Executivo o poder de decidir sobre a pena de morte, aprovada pelo Congresso Nacional na última terça-feira.

“Quando chegar para a minha avaliação, irei vetá-la. A democracia latino-americana não apóia a pena de morte. Não acredito que o presidente seja alguém capaz de decidir sobre a vida de outra pessoa”, disse Colom a jornalistas. Para ele, conceder a ele a decisão sobre a pena de morte é uma medida inviável juridicamente e que deve ser discutida pelos tribunais do país.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Leia mais:

Sequestrador de Abílio Diniz, em liberdade, defende política sem armas

Por dentro da escola de tortura argentina

“Direita não se conforma com a democracia”, declara Lula

“Por toda a vida esperamos pelo julgamento dos repressores”, diz ativista social argentino

O dia em que a guerrilha do presidente Mujica executou o mestre da tortura Dan Mitrione

Nesta semana, o Congresso da Guatemala aprovou a restituição de lei que concede ao presidente a decisão sobre a aplicação da pena de morte. Se fosse ratificada por Colom, a norma entraria em vigência no dia 15 de janeiro de 2012, um dia após a data de posse do novo governo. O Executivo teria o poder de decidir sobre as penas máximas 30 dias após a sentença, explicaram as fontes oficiais consultadas pela agência Ansa.

Mais lidas

A aplicação da pena de morte é um impasse jurídico desde 2001, quando o ex-presidente Alfonso Portillo (2000-2004) retirou do Executivo o poder de decisão sobre o assunto. Em 2008, o Congresso aprovou novamente o decreto que outorgava ao presidente o poder do indulto, mas o presidente Álvaro Colom vetou o recurso em 2009. “Minha posição é a mesma, não mudou, pelas mesmas razões”, disse o presidente.

Oposição

Neste ano, a proposta foi apresentada por representantes do opositor e direitista Partido Patriota (PP) e pela bancada Liberdade Democrática Renovada (Líder). Segundo a imprensa local, a votação só contou com a oposição da Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca (URNG).

Atualmente, há 41 réus condenados a morte na Guatemala por crimes como assassinato, execução extrajudicial e sequestro. A pena de morte é vigente na Guatemala apenas para homens (para mulheres, a pena máxima é de 50 anos de prisão), mas não é aplicada desde 1998.

Siga o Opera Mundi no Twitter

Presidente da Guatemala diz que vetará reabilitação da pena de morte

NULL

NULL

NULL