Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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A presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, declarou nesta quinta-feira (18/11) que seu país “mantém sua mão fraternalmente aberta” para a Nicarágua, em referência ao conflito sobre a invasão de tropas do país vizinho sobre um território em disputa.

Ela manifestou o desejo de alcançar uma solução pacífica, racional e negociada sobre o conflito em discurso feito na noite de ontem, quando ocorria a comemoração do 27º aniversário da proclamação de neutralidade da Costa Rica sobre conflitos bélicos. Desde 1949, com a elaboração de uma nova Constituição nacional, o Exército foi abolido no país.

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“Na situação que enfrentamos, a Costa Rica mantém sua mão fraternalmente aberta para que a Nicarágua se aproxime”, pontuou. Chinchilla defendeu que a sensatez e a prudência não devem ser confundidas com debilidade.

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A presidente atestou ainda que os costarriquenhos não são favoráveis às soluções armadas nem tomam partido delas porque acreditam “no poder da razão e não na razão do poder”.

Ambas as nações entraram em um conflito fronteiriço após San José denunciar a dragagem do rio San Juan realizada pelo governo vizinho e a invasão de tropas nicaragüenses na Ilha Calero, na região de 156 quilômetros quadrados localizada à margem do rio cuja soberania é reivindicada pelos dois países.

De acordo com o Tratado Cañas-Jerez, firmado pelos dois Estados em abril de 1858, o controle da ilha é do governo de Costa Rica.

Após a acusação, o presidente nicaraguense, Daniel Ortega, negou a violação do espaço e argumentou que o objetivo de manter efetivos militares de seu país na zona limítrofe é combater o narcotráfico.

Na terça-feira, a Assembleia Legislativa da Costa Rica aprovou uma moção de protesto contra o país vizinho devido à declaração de Ortega sobre a presença de tráfico de drogas na diplomacia costarriquenha.

Por sua vez, o presidente da Comissão de Narcotráfico e Segurança do parlamento, Carlos Góngora, convidou o embaixador da Nicarágua, Harold Rivas, à próxima reunião da comissão para explicar a acusação de seu chefe de governo.

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Presidente da Costa Rica rejeita decisão armada em conflito com Nicarágua

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