Terça-feira, 28 de abril de 2026
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O presidente da Alemanha, Horst Köhler, renunciou nesta segunda-feira (31/5), poucos dias após polêmicas declarações no Afeganistão sobre as missões internacionais do exército alemão.

A interpretação que supostamente havia defendido uma intervenção anticonstitucional do exército alemão (Bundeswehr) para garantir os interesses econômicos da Alemanha carece de justificativa, disse Köhler ao anunciar sua inesperada renúncia.

“Lamento que minhas declarações tenham conduzido a um mal-entendido”, ressaltou o presidente alemão à imprensa, mostrando-se constrangido pela polêmica aberta. Nos últimos dias, ele havia sofrido inúmeras críticas por parte da imprensa.

Durante a viagem de volta de uma visita surpresa ao Afeganistão na semana passada, Köhler disse à imprensa que as missões do Bundeswehr no exterior têm sua justificativa também pela salvaguarda dos interesses econômicos da Alemanha.

Sucessão

Após começar a polêmica, seu porta-voz afirmou que o presidente da Alemanha não tinha se referido especificamente à missão no Afeganistão, mas às missões das Forças Armadas alemãs no estrangeiro em geral.

Na sexta-feira passada, por meio de outro porta-voz, a chanceler alemã, Angela Merkel, não quis comentar as declarações de Köhler com o argumento de que o presidente já as havia explicado e que não havia “nada a acrescentar”.

Horst Köhler, que tinha sido reeleito presidente da Alemanha no ano passado por um mandato de cinco anos, disse que tinha comunicado sua decisão ao presidente rotativo da câmara alta (Bundesrat) do parlamento alemão, o social-democrata Jens Böhrnsen, que assumirá interinamente a chefia do Estado. 

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Presidente da Alemanha renuncia por causa de declaração polêmica

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