Presidente argentino chama acusação contra Cristina Kirchner de ‘absurdo legal’
Fernández ainda lamentou o estado do sistema judicial de seu país; Ministério Público acusa vice-presidente de corrupção durante mandato como presidente
O presidente argentino Alberto Fernández afirmou nesta quarta-feira (24/08) que a vice-presidente Cristina Kirchner não cometeu nenhum crime. A declaração foi dada depois que o Ministério Público pediu uma pena de 12 anos de prisão contra ela por supostas irregularidades durante mandato presidencial.
Em entrevista à televisão, o presidente afirmou que Kirchner não cometeu nenhum dos crimes que lhe são atribuídos e lamentou o estado do sistema judicial de seu país. Fernández ainda chamou o processo contra a vice-presidente de um “absurdo legal”.
O mandatário destacou ainda que o caso, chamado de 'Vialidad', carece de provas e lembrou que denunciou a situação desde o início por ser juridicamente insustentável.
“Neste caso, Cristina não tem nada a ver com isso, não tenho dúvidas. Quem vai querer ser presidente na Argentina se vai ter que assumir a responsabilidade por tudo o que acontece sob seu governo?”, disse.

@Alferdez/Twitter
Presidente Alberto Fernández afirma que Cristina Kirchner não cometeu nenhum crime durante gestão
Fernández acusou a grande mídia do país de promover uma condenação midiática e de divulgar a possibilidade de indulto, quando a própria vice-presidente é contra esse procedimento. “Não estamos unidos pela busca da impunidade, mas pela justiça”, declarou ele. Este fato já foi julgado e arquivado em Santa Cruz, comentou o chefe de Estado.
A vice-presidente argentina é acusada de suposta associação ilícita e administração fraudulenta de fundos públicos, por supostas irregularidades na concessão de 51 obras públicas na província de Santa Cruz durante seu mandato e de seu marido, o falecido Néstor Kirchner, presidente entre 2003-2007.
No início desta semana, o procurador argentino Diego Luciani, além do pedido de 12 anos de prisão, solicitou que Cristina Kirchner fosse permanentemente inabilitada para o exercício de cargos públicos.
(*) Com Telesur.























