Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Atualização às 16:28

Após a tentativa de assassinato da vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na noite desta quinta-feira (01/09), em Buenos Aires, presidenciáveis brasileiros se manifestaram nas redes sociais, repudiando a agressão e prestando solidariedade à política argentina.

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“Toda a minha solidariedade à companheira Cristina Kirchner, vítima de um fascista criminoso que não sabe respeitar divergências e a diversidade”, escreveu o ex-presidente e candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, no Twitter. 

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Lula disse ainda que “violência e ódio político” vêm sendo “estimulados por alguns” e é uma “ameaça à democracia na nossa região”, acrescentando esperar que “o autor sofra todas as consequências legais”.

O candidato à presidência Ciro Gomes, do PDT, também mencionou “a nuvem de ódio que se espalha pelo nosso continente” ao lamentar o atentado contra Kirchner. 

“O atentado frustrado a Cristina Kirchner por pouco não transforma em chuva de sangue a nuvem de ódio que se espalha pelo nosso continente. Nossa solidariedade a esta mulher guerreira que com certeza não se intimidará”, declarou Gomes.

Simone Tebet, do MDB, por sua vez, falou em “violência política” no Brasil e na Argentina, afirmando que é necessário “dar um basta a tudo isso”. 

“As lideranças devem recriminar essas atitudes. Ainda bem que a arma falhou. Que tristeza!”, acrescentou a presidenciável.

Sofia Manzano, do PCB, declarou que o atentado contra a vice-mandatária da Argentina “representa a exportação do comportamento fascista impulsionado pela família Bolsonaro”, com “intolerância política, violência, ódio”. 

Candidatos à presidência repudiam a agressão e prestam solidariedade à vice-presidente argentina nas redes sociais

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Cristina Kirchner sofreu tentativa de assassinato por um brasileiro de 35 anos na última quinta-feira (01/09)

Já o candidato Leonardo Péricles, presidenciável da UP, manifestou “toda solidariedade” à Cristina Kirchner, afirmando que para deter a “escalada fascista” é preciso seguir a reação do povo argentino e ocupar as ruas em todo país no dia 7 de setembro. 

“Repudio o atentado e tentativa de assassinato da Cristina Kirchner”, sintetizou a presidenciável Vera Lúcia, do PSTU. 

Soraya Thronicke (União Brasil) escreveu que não se pode “subestimar do que o ódio é capaz”, acrescentando ter usado, na campanha de 2018, colete a prova de balas. Ela também afirmou lamentar por Kirchner.

Felipe D’Avila, do Novo, escreveu que “não há divergência ideológica que justifique ou normalize qualquer ato de violência”, chamando a agressão que ocorreu contra Kirchner de “inaceitável”.

No início desta tarde, Jair Bolsonaro, do PL, pronunciou-se sobre o caso durante um evento no Rio Grande do Sul. “Lamento”, afirmou Bolsonaro, também dizendo “ainda bem” que o agressor “não sabia mexer com arma”. 

” Agora, quando eu levei a facada, teve gente que vibrou por aí, né? Lamento, já tem gente que quer botar na minha conta esse problema”, acrescentou. 

José Maria Eymael, do DC, que ainda não havia feito declarações sobre o atentado contra Kirchner, prestou “solidariedade” à vice-presidente e aos “irmãos argentinos”, afirmando que o ato foi uma “agressão à vida e à paz”.

Solidariedade latino-americana

Presidentes latino-americanos também repercutiram a violência registrada na noite desta quinta-feira, na Argentina. Gabriel Boric, do Chile, declarou que a tentativa de assassinato de Cristina “merece o repúdio e a condenação de todo o continente”, acrescentando que “o caminho será sempre o debate de ideias e o diálogo, nunca as armas ou a violência”. 

Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro afirmou que a população de seu país repudia com veemência o ocorrido “que busca desestabilizar a paz do irmão povo argentino”. A Grande Pátria está com você, companheira”, concluiu.

O peruano Pedro Castillo disse que seu governo condena o atentado e repudia qualquer ato de violência. Em Cuba, Miguel Díaz-Canel disse estar “consternado” com a tentativa de assassinato e prestou solidariedade a Kirchner e ao povo argentino.  

Na Bolívia, o ex-presidente Evo Morales afirmou que “a Pátria Grande está com você, irmã. 

“A direita criminosa e servil ao imperialismo não passará. O povo livre e digno da Argentina a derrotará”, escreveu. 

O argentino papa Francisco enviou uma mensagem de solidariedade por meio de um telegrama, afirmando que “desejo expressar minha solidariedade e proximidade neste delicado momento”. 

“Rezo para que sempre prevaleçam na querida Argentina a harmonia social e o respeito aos valores democráticos, contra todo tipo de violência e agressão”, disse o pontífice.

(*) Com Ansa