Premiê francês admite ter viajado em avião oficial egípcio durante férias de fim de ano
Premiê francês admite ter viajado em avião oficial egípcio durante férias de fim de ano
O primeiro-ministro francês, François Fillon, admitiu nesta terça-feira (08/02) ter viajado em um avião oficial do governo egípcio com sua família durante as festas de fim de ano.
A denúncia foi revelada pelo Canard Enchaîné, tradicional jornal semanal satírico e é mais um golpe no governo do presidente Nicolas Sarkozy, já abalado pela confirmação de que a ministra de Relações Exteriores, Michelle-Alliot-Marie havia feito uma viagem semelhante para a Tunísia.
A assessoria do primeiro-ministro enviou, “por razões de transparência” um comunicado à imprensa explicando que a viagem, ocorrida entre 26 de dezembro e 2 de janeiro, foi feita “a convite do governo egípcio”. Ele viajou a bordo de um Falcon 7X de Assouan, para a localidade turística de Abu Simbel, aonde realizou uma excursão a templos antigos. Além de Fillon, participaram da viagem sua esposa e seus filhos.
Leia mais:
Juízes franceses entram em choque com Sarkozy após críticas
Crise da moradia na França deixou cerca de 8 milhões em condições indignas ou precárias
O comunicado alega que o primeiro-ministro “efetua todos os seus deslocamentos em avião a bordo de aparelhos do governo, por razões de segurança e disponibilidade” e que os deslocamentos internos no Egito eram por razões privadas, e “pagos de acordo com a tarifa estabelecida pelas Forças Armadas egípcias”. Ainda segundo o comunicado do Palácio de Matignon, ele teria realizado uma viagem de barco pelo rio Nilo “nas mesmas condições”. No dia 30 de janeiro, Fillon se encontrou pessoalmente com Mubarak.
O comunicado admite que os gastos de hotel com a tripulação que levou o premiê ao Egito, assim como as de seu corpo de segurança, foram pagos pelo governo francês, “como de hábito”. Os argumentos utilizados pela assessoria governamental para defender Fillon foram os mesmos utilizados para uma viagem privada do presidente Nicolas Sarkozy em Nova York neste final de semana.
Repercussão
Segundo o jornal Le Monde, a notícia provocou irritação até mesmo em deputados do partido governista, a UMP. A situação de Fillon pode se agravar, já que a chanceler Michelle Alliot-Marie, enfrenta, há uma semana, forte pressão da mídia e da oposição socialista para deixar o cargo. A razão da polêmica foi a revelação de que ela viajou no final de ano para a Tunísia a bordo de um jato privado de um amigo tunisiano ligado ao ditador deposto Zine El Abidine Ben Ali.
Nesta segunda-feira (07/02), ao participar de uma audiência na Assembleia de Deputados, ela se irritou com os questionamentos e disse que não mais falará sobre o caso. “Chega de polêmica. Mentiras, insinuações e inverdades não são dignas do debate político francês”.
Ela reconheceu, porém, que sua viagem “é um fato incômodo em razão dos acontecimentos posteriores”.
Os socialistas, segundo o jornal Le Monde, estão indecisos e não sabem se pedem a demissão do primeiro-ministro.
Siga o Opera Mundi no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
NULL
NULL
NULL























