Terça-feira, 12 de maio de 2026
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O primeiro-ministro da Geórgia, Irakli Kobakhidze, afirmou neste domingo (05/10), que manifestantes tentaram invadir o palácio presidencial em Tbilisi para “derrubar a ordem constitucional”; e denunciou uma suposta interferência da União Europeia (UE) nos assuntos internos do país.

Os protestos eclodiram na capital georgiana, Tbilisi, neste sábado (04/10), após o encerramento das eleições locais do país. O partido governista Sonho Georgiano mantém liderança nas primeiras projeções eleitorais, que ocorrem após um ano de protestos ininterruptos contra a suspensão da candidatura do país à União Europeia, até 2028.

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Os manifestantes acusam o partido governista de manter relações estreitas com a Rússia. Segundo a agência russa RT, as eleições foram parcialmente boicotadas pela oposição, que havia prometido realizar uma “revolução pacífica”.

“A abertura de negociações agora está sendo usada como uma ferramenta para chantagear nosso país e dividir nossa sociedade, assim como o status de candidato [à UE] foi usado anteriormente”, afirmou Kobakhidze.

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Ele acusou o embaixador da União Europeia em Tbilisi, Pawel Herczynski, de ter “responsabilidade especial” pelos distúrbios e disse que o diplomata deveria “se distanciar e condenar estritamente tudo o que está acontecendo nas ruas de Tbilisi”.

Primeiro-ministro da Geórgia acusa tentativa de golpe e cobra reação da UE
@PM_Kobakhidze

Os protestos

A oposição do país acusa o bilionário Bidzina Ivanishvili — fundador do Sonho Georgiano e ex-primeiro-ministro sancionado pelos EUA por “minar o futuro democrático e euro-atlântico da Geórgia” — de governar nos bastidores e de afastar o país de sua aspiração de integração à UE.

Cerca de 7 mil pessoas se reuniram no centro da capital. De acordo com o Ministério do Trabalho e Assuntos Sociais, 21 agentes de segurança e seis manifestantes ficaram feridos, e cinco ativistas foram detidos. Eles ocuparam a Praça da Liberdade e a Avenida Rustaveli com bandeiras da Geórgia e da União Europeia.

Kobakhidze, que nega qualquer vínculo com o Kremlin, reiterou que “o caminho da Geórgia é europeu, pacífico e baseado em princípios”.