Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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O prefeito da cidade mexicana de Hidalgo, Marco Antonio Leal García, foi assassinado nesse domingo (29/8). Leal García, 46 anos, foi morto a tiros quando se deslocava por uma estrada de Hidalgo procedente de seu rancho. O prefeito viajava com a filha, de quatro anos, que ficou gravemente ferida.

Hidalgo, cidade de 24 mil habitantes, está no centro do estado de Tamaulipas, onde na última terça-feira 72 imigrantes foram assassinados. Ontem, o corpo do brasileiro Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, natural de Minas Gerais, foi identificado entre as vítimas da chacina. Foram também encontrados pelas autoridades locais os documentos de outro brasileiro, Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos.

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O presidente mexicano, Felipe Calderón, condenou o assassinato de Leal García, no que qualificou como um crime “bárbaro”, de acordo com comunicado divulgado pelo gabinete presidencial. Calderón disse que acontecimentos como esse “reforçam o compromisso de continuar combatendo com todos os recursos do Estado mexicano os grupos de criminosos que buscam aterrorizar as famílias tamaulipecas”.

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No dia 12 de agosto passado, o ex-prefeito de Hidalgo Cesareo Rocha
Villanueva foi gravemente ferido em um atentado. Em 18 de março, a sede
da prefeitura de Hidalgo sofreu um atentado com granadas que matou um
policial.

Na sexta-feira, o exército mexicano disse ter capturado um homem ligado a um dos cartéis da cidade de Monterrey. Francisco Zapata Gallegos, conhecido como “Careca”, teria confessado o envolvimento no assassinato de dois estudantes universitários. A polícia diz que ele pertence ao cartel Los Zetas, a quem as autoridades atribuem a onda de violência atual que se intensificou na sexta-feira.

Onda de violência

Desde o dia 27 uma série de atentados abala Tamaulipas. Quatro dispositivos explodiram na região em um intervalo de apenas 24 horas deixando 17 feridos. As explosões pareciam ter como alvo locais ligados a investigação das mortes dos 72 imigrantes.

Três bombas caseiras explodiram no sábado na cidade de Reynosa, onde fica a fazenda na qual os 72 corpos foram encontrados. Uma das bombas explodiu perto de uma igreja onde era rezada uma missa em homenagem às vítimas, segundo a BBC Brasil.

Outras duas bombas foram detonadas perto do necrotério onde especialistas tentam identificar os imigrantes. A explosão feriu um policial e um civil além de ter destruído uma guarita em frente ao prédio. Na sexta-feira, outras duas bombas explodiram na capital do Estado de Tamaulipas, Ciudad Victoria, tendo como alvo a sede de um canal de televisão e os escritórios da autoridade responsável pelos transportes. Ninguém ficou ferido.

Um promotor que liderava a investigação sobre as mortes está desaparecido desde a quarta-feira. Promotores mexicanos disseram temer pela segurança de Roberto Suarez, que desapareceu junto com um policial que o acompanhava.



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Prefeito é morto em onda de violência no México após chacina

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