Terça-feira, 5 de maio de 2026
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A Câmara dos Deputados da Argentina decidiu nessa quinta-feira (12/8), após votação, que o processo contra o prefeito de Buenos Aires, Maurício Macri, por supostas escutas ilegais, será investigado por uma comissão parlamentar. Outra opção era o julgamento político, proposto pelo próprio
prefeito, porém, descartada pelos opositores. Para eles, Macri poderia
influenciar o julgamento com a ajuda de deputados e senadores de seu
partido, amenizando, portanto, sua responsabilidade no caso.

A responsabilidade da comissão será a de avaliar, até 15 de dezembro, a responsabilidade de Macri em grampo ilegal feito no telefone de Sergio Burstein, líder da comunidade judaica, e do cunhado dele. Além do prefeito, estariam envolvidos o detetive Ciro James – ex- membro da secretaria de Educação portenha – e o ex-chefe da polícia metropolitana, Jorge “Fino” Palácios. Ambos aguardam julgamento na prisão.

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A longa sessão na Câmara foi pontuada por gritos, discussão e tentativas de negociação, segundo reportagem do jornal Página 12. No final, 36 deputados votaram a favor da comissão, enquanto 24 – do partido PRO, de centro-direita – contra. Era necessário maioria simples para aprovar, ou 31 votos.

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O presidente do bloco governista Coalizão Cívica, Fernando Sánchez, acredita que a comissão especial que investigará Macri é “mais responsável institucionalmente” que um julgamento político. “O autojulgamento político defendido por Macri foi rejeitado porque os deputados o consideraram inadmissível e irresponsável”, afirmou, segundo a agência de notícias Télam.

O bloco macrista PRO disseram que a decisão dos deputados está repleta de “oportunismo político”. O deputado Oscar Moscariello afirmou que há um claro objetivo de derrubar o governo portenho. “A oposição não pretende buscar a verdade, mas sim destruir um governo”, disse, em entrevista ao Clarín.

Ainda não foi definido quem fará parte da comissão, mas ela será formada por 12 membros da oposição e cinco da situação. Outra questão em pauta foi o afastamento de Macri do cargo durante o processo, rejeitada pela Câmara.

Trama

Oposicionista do governo de Cristina Kirchner e um dos pré-candidatos à presidência, Macri enfrenta desde abril acusações de ter realizado escutas ilegais, após a denúncia de Burstein, advogado parente de uma das vítimas do atentado contra a Amia (Associação Mutual Israelita Argentina), em 1984.

Burnstein denunciou que foi espionado por Palacios, que também é acusado de encobrimento na investigação do atentado contra a Amia. Palacios, que chegou a ser um dos mais importantes delegados da Polícia Federal argentina, foi demitido em 2004 pelo governo do ex-presidente Kirchner, opositor de Macri. Em novembro de 2008, foi nomeado chefe da Polícia Metropolitana de Buenos Aires, criada pelo prefeito.

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Nesse momento, Macri tenta processar o juiz federal Norberto Oyarbide que, nos mês passado, ordenou processo contra o prefeito. Macri acusa o juiz de ter se excedido em suas funções, abusando do cargo com o intuito de persegui-lo politacamente.

“O juiz Oyarbide que me perseguiu desde o primeiro dia agora tenta me humilhar e humilhar meu governo”, disse, durante entrevista coletiva concedida na tarde desta sexta-feira em Buenos Aires.

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Prefeito de Buenos Aires será investigado por comissão parlamentar

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