Posição de Uribe sobre Honduras é 'lamentável', diz Zelaya
Posição de Uribe sobre Honduras é 'lamentável', diz Zelaya
O ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya considerou “lamentável” a postura do colombiano, Álvaro Uribe, em favor do reconhecimento do governo de Porfirio Lobo, eleito durante o regime que sucedeu o golpe de Estado de junho de 2009.
“É lamentável que presidentes não reclamem o fato de que o derramamento de sangue do povo hondurenho está impune e não peçam justiça”, declarou Zelaya, questionado pela ANSA.
Efe

Zelaya se encontra com membros das Mães da Praça de Maio, em Buenos Aires
Em Buenos Aires, onde participou das comemorações do Bicentenário da Independência da Argentina, o hondurenho pediu que Uribe “retifique suas posições para poder ser coerente com o final do seu mandato”, que vai até agosto.
O convite da presidente argentina, Cristina Kirchner, a Zelaya reforça a posição da maioria dos países sul-americanos, contra o reconhecimento do atual governo hondurenho.
A maior parte dos 12 membros Unasul (União das Nações Sul-Americanas) lançou uma advertência após uma reunião do bloco, no início de maio, de que poderia não participar da Cúpula União Europeia-América Latina e Caribe, na Espanha, caso Lobo estivesse presente.
Na Argentina, o mandatário deposto também se reuniu com o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, e comentou a sua atuação na crise política de seu país. “Insulza fez o que podia. A OEA não pôde fazer valer a carta democrática, pois se demonstrou impotente frente o surgimento da violência e os Estados Unidos se colocaram a favor do golpe de Estado”, analisou.
Apesar de salientar que o presidente norte-americano, Barack Obama, “não esteve envolvido” no golpe que o tirou do poder, Zelaya disse que “os que realmente governam o império estiveram fomentando e apoiando” o governo de facto.
Atualmente, o hondurenho vive exilado na República Dominicana. Perguntando pela sobre a possibilidade de voltar ao seu país, Zelaya a relacionou com o atual chefe de Estado.
“Lobo tem manifestado sua vontade, mas está rodeado pela estrutura do golpe, que não foi desmontada. Quando ele me convida a retornar a Honduras, deve esclarecer o que oferece, porque minhas garantias devem ser respeitadas”, salientou.
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