Portuguesa em Tóquio conta que irá dormir no trabalho por conta do terremoto
Portuguesa em Tóquio conta que irá dormir no trabalho por conta do terremoto
Quem mora no Japão está acostumado a lidar com catástrofes naturais, muito frequentes, e de baixa intensidade. Nesta sexta-feira (11/03), porém, o tremor foi devastador. A costa japonesa foi atingida pelo pior terremoto do país em 140 anos e o sétimo da história mundial. “Tudo começou como nos outros terremotos. Ficamos sempre na expectativa se irá piorar ou parar. Este piorou e muito, e a intensidade era tal que os funcionários mandaram todos saírem do restaurante para a rua”, contou a bióloga marinha Ana Teresa, que estava almoçando em um restaurante na capital, Tóquio, perto da universidade onde trabalha.
A portuguesa, que vive no Japão desde 2006, disse que os utensílios da cozinha começaram a cair, fazendo bastante barulho, e as pessoas que estavam no restaurante ficaram, assim como ela, bastante perturbadas.
Leia mais:
'Parecia o fim do mundo', diz brasileira no Japão que viu prédios tremerem como 'se fossem de papel'
Sétimo pior terremoto da história mundial atinge o Japão
Governo do Equador decreta estado de exceção por tsunami
Alerta de tsunami faz chilenos fecharem portos em ilhas do Pacífico
“A sensação é de desorientação e, como é complicado caminhar, ficamos bastante confusos. Nunca tinha sentido algo assim. É muito complicado raciocinar. Havia mais gente na rua, gente que chorava, e quase todas as pessoas olhavam para os prédios ao redor, atentos esperando algo cair”, descreveu Ana Teresa ao Opera Mundi.
O tremor de magnitude 8,9, que aconteceu às 14h46 (2h46 no horário de Brasília), deixou até 300 mortos e provocou um tsunami que ameaça outros países da costa do Oceano Pacífico, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Ana Teresa contou que, quando já estava na rua, percebeu que não podia fazer chamadas pelo telefone celular, mas conseguiu usar a internet do aparelho. “As pessoas estavam muito apreensivas na rua, mas não houve pânico. Já havia um prédio com algumas chamas perto de onde estávamos e podíamos ver da janela outro prédio em chamas na região de Odaiba [ilha artificial que fica a seis quilômetros de Tóquio]. Mais tarde, tudo voltou à normalidade, apesar de termos réplicas fortes de dez em dez minutos e de não termos telefone ou transporte”, disse.
Segundo ela, as pessoas ainda estão impedidas de voltar às suas casas, o que faz com que as ruas estejam lotadas e o trânsito, caótico. “Poucos conseguiram voltar para casa. Vou dormir sentada, na calçada, porque estas réplicas não dão tréguas. Mas parece que o pior já passou”, completou.
Depois do terremoto, outros 52 fortes tremores de magnitude maior que cinco foram sentidos, segundo a agência norte-americana. O governo japonês já emitiu alertas de réplicas. Por conta dos tremores, incêndios foram registrados em pelo menos 80 lugares, reportaram agências locais. As linhas telefônicas ficaram prejudicadas, o trem-bala da capital e os dois principais aeroportos foram fechados temporariamente.
Siga o Opera Mundi no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
NULL
NULL
NULL























