Domingo, 17 de maio de 2026
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Portugal  superou com sucesso nesta quarta-feira (21/01) a emissão de 1,249 bilhão de euros em dívida soberana, com juros de 6,71% a dez anos, menores do que na operação anterior deste tipo, e com uma demanda três vezes maior do que a oferta.

O yield (retorno ao investidor) veio abaixo de 7%, o que também foi positivo, já que analistas afirmavam que um yield acima desse nível tornaria mais provável um socorro para o país, de acordo com a Agência Estado, citando a Dow Jones.

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O Estado português emitiu 650 milhões de euros em dívida a quatro anos, a juros de 5,39%, e outros 599 milhões de euros com vencimento em 2020, cuja taxa de juros ficou abaixo da barreira crítica do 7% que tinha ultrapassado nos últimos dias nos mercados financeiros.

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Também foram vendidos 599 milhões de euros em títulos soberanos com vencimento em 2020, que ofereceram yield médio de 6,716%, menor do que o de 6,806% no leilão anterior. O cupom foi de 4,80% e a relação ente ofertas feitas e aceitas ficou em 3,2, de 2,1 anteriormente.

Para o ministro das Finanças português, Teixeira dos Santos, a emissão mostra que “não há necessidade” de Portugal pedir ajuda. Teixeira dos Santos  adiantou que a conclusão principal deste leilão é que “Portugal está em condições de ir ao mercado”, com “preços aceitáveis e até favoráveis neste contexto”, segundo o jornal português Negócios.

Bolsas

As bolsas europeias mantiveram o sinal positivo após o leilão de bônus do governo de Portugal. Os mercados também recebem suporte das notícias de que União Europeia está discutindo planos para expandir o mecanismo de socorro financeiro para os países endividados da zona euro de 440 bilhões de euros a fim de conter a crise da dívida soberana.

Às 9h05 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,32%, a de Frankfurt avançava 1,21%, a de Paris ganhava 1,27% e a de Madri tinha ganhos de 3,54%.



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Portugal vende o planejado em leilão de bônus e ministro descarta ajuda externa

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