Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Cerca de 51% da população de Honduras reprova o primeiro ano da gestão de Porfirio Lobo, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Universitário de Opinião Pública da Universidade Centroamericana José Simeón Cañas (UCA), de El Salvador, em conjunto com a Equipe de Reflexão, Investigação e Comunicação (Eric), de Honduras.

  

A administração de Lobo, que tomou posse em 27 de janeiro de 2010, recebeu uma nota média de 5,11 (em uma escala de 0 a 10).

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Para 45,5% das pessoas consultadas, Honduras piorou com o atual governo que, para elas, tem como principais fracassos a alta da violência, a insegurança da população, o desemprego e a crise econômica.

  

De acordo com os resultados do estudo, mais da metade dos entrevistados (56,1%) é a favor da convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte e que a principal tarefa para a gestão presidencial neste ano é a criação de postos de trabalho, o combate ao crime e à corrupção, e o desenvolvimento da economia.

  

A pesquisa também informou que 64% dos hondurenhos são a favor do retorno ao país do ex-presidente deposto Manuel Zelaya, que atualmente está exilado na República Dominicana.

  

A pesquisa entrevistou 1.548 pessoas entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro do ano passado. No mesmo dia que os resultados foram divulgados, o Congresso hondurenho aprovou um projeto de lei que visa criar regiões especiais de desenvolvimento no país (cidades modelos), como acontece em Hong Kong, a fim de atrair investimentos estrangeiros.

  

As Regiões Especiais de Desenvolvimento (RED), de acordo com o projeto, serão criadas com o propósito de “acelerar a adoção de tecnologias que permitam produzir e prestar serviços com um alto valor agregado, em um ambiente estável, com regras transparentes, capazes de captar os investimentos nacional e estrangeiro”.

  

Lobo explicou que as cidades serão construídas em um espaço de 33 quilômetros quadrados, em áreas despovoadas, e que em nenhum momento será colocada em risco a soberania de Honduras.

  

Os locais, que segundo o Congresso devem criar empregos para a população, terão seu próprio sistema de administração pública e estatuto constitucional, mas estarão sujeitos ao governo nacional em todos os temas relacionados à soberania, defesa nacional, relações exteriores e emissão de documentos. As cidades também poderão firmar tratados e convênios internacionais relacionados ao comércio e à cooperação.

  

Diversos setores do país manifestaram sua oposição ao projeto por considerar que as cidades constituiriam Estados dentro do próprio país, ou causariam conflitos como aconteceu no começo do séc. XX, quando se instalaram no país as companhias bananeiras dos Estados Unidos e Honduras ficou conhecida como “República das Bananas”.

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