Sábado, 16 de maio de 2026
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O ex-ministro do Interior da Guatemala Carlos Vielman foi preso em Madri por ordem da Audiência Nacional (o supremo tribunal da Espanha) acusado de crimes contra a humanidade.

  

O juiz espanhol Fernando Grande-Marlaska ordenou a prisão de Vielman a partir de uma denúncia feita pelo promotor Javier Zaragoza, que havia solicitado sua “prisão imediata”.

Vielman é acusado de participar do assassinato de sete pessoas durante uma incursão na colônia penal Pavón, em 25 de setembro de 2006, assim como da morte de outras três pessoas na prisão El Infernito, em 2005.

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Sua primeira detenção aconteceu em 13 de outubro, a pedido da Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (CICIG). Mas, em 23 de novembro, o juiz da Suprema Corte de Santiago Pedraz ordenou sua liberdade por conta da burocracia – a Guatemala não havia formalizado seu pedido de extradição em 40 dias, como era necessário

  

Francisco Dall'Anese Ruiz, presidente da CICIG, declarou recentemente a respeito do caso que “quem quiser cometer crimes contra a humanidade neste país não terá um centímetro de proteção em nenhum lugar do planeta, porque o mundo não está mais disposto a tolerar a impunidade nem as lesões aos bem jurídicos e pessoais”.

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