Polícia usa tanques para dispersar manifestantes contrários ao governo em Bahrein
Polícia usa tanques para dispersar manifestantes contrários ao governo em Bahrein
As forças de segurança em Bahrein, no Golfo Pérsico, usaram nesta quinta-feira (17/02) tanques, veículos de polícia e arame farpado para cercar e isolar a praça central de Manama, capital do país, onde ocorrem os protestos contra a monarquia Hamad Bin Isa Al Khalifa. Milhares de manifestantes foram retirados à força da praça durante a madrugada pelos policiais, que usaram bombas de gás lacrimogêneo e golpes de bastão.
O ministro do Interior, Rashed bin Abdullah al-Khalifa, fez um pronunciamento no canal de televisão estatal, proibindo novos protestos e alertando que o Exército tomará todas as medidas necessárias para garantir a segurança, de acordo com a BBC.
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A crise política no Bahrein, acentuada por quatro dias de manifestações contrárias ao governo, que já causaram seis mortes e pelo menos 95 feridos, será tema de uma reunião extraordinária convocada para noite de hoje pelo Conselho de Cooperação do Golfo. O órgão é integrado pelo Bahrein, pela Arábia Saudita, pelos Emirados Árabes Unidos, por Omã, pelo Qatar e pelo Kuwait.
Os seis países que integram o Conselho de Cooperação do Golfo são monarquias e produtores de petróleo. Criado há 29 anos, o órgão surgiu da proposta de elaborar regulações nas áreas de economia, finanças, comércio, turismo, legislação e administração. Também há a disposição de incrementar os setores de ciências e recursos hídricos.
Os líderes dos protestos avisaram que vão intensificar as manifestações, a maior delas está marcada para o próximo sábado. O Bahrein é considerado um aliado importante para o Estados Unidos na região, permanentemente, em conflito. No país, de maioria islâmica xiita, os manifestantes exigem reformas políticas e constitucionais.
Os manifestantes reivindicam mais ofertas de empregos e oportunidades aos xiitas, que se dizem discriminados. Também querem melhores moradias à população e a libertação dos presos políticos, assim como a criação de um Parlamento representativo. Al Khalifa está no poder há quatro décadas. As informações são da agência pública de Portugal, Lusa.
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