Polícia prende nacionalistas radicais e fecha Praça Vermelha em Moscou
Polícia prende nacionalistas radicais e fecha Praça Vermelha em Moscou
Soldados antidistúrbios prenderam os líderes das principais organizações nacionalistas e grupos xenófobos nesta terça-feira (11/12) perto do Kremlin como estratégia de evitar violentos distúrbios similares aos ocorridos há um mês no centro de Moscou.
Entre os detidos está um dos líderes do Movimento contra a Imigração Ilegal, Vladimir Tor, um dirigente de Ação Russa, Alexei Mikhailov, e o líder da Força Eslava Dmitri Demushkin, informou a agência de notícias local Interfax.
O grupo de soldados, que tinha isolado horas antes a praça Manezh, capturou um número indeterminado de radicais, afirmou Viktor Biryukov, porta-voz da polícia da capital russa.
Leia mais:
Manifestação contra o racismo reúne 2,5 mil em Moscou
A Rússia na diplomacia dos gasodutos
Moscou entra em alerta com rumor de novos confrontos
Rússia deve rever política de combate ao terrorismo, diz analista inglês
Rússia diz que grupo terrorista causou explosão em hidroelétrica
Anteriormente, fontes policiais tinham informado à agência “Interfax” sobre a detenção de mais de 100 pessoas na praça, uma das mais movimentadas da cidade, enquanto outras afirmaram que eram 50 detidos, segundo a agência “RIA Novosti”.
Os detidos foram levados por policiais e transferidos a delegacia para identificação.
Grande parte do grupo é formada por jovens entre 15 e 20 anos que se reuniram na praça em resposta à chamada do “Movimento de 11 de Dezembro”.
A organização convocou seus partidários para comemorar que há um mês ocorreu a explosão dos violentos conflitos entre ultranacionalistas e as Forças da ordem, que indignaram os dirigentes russos.
A atual tensão étnica entre a maioria eslava e a minoria caucásia foi provocada pelo assassinato de um torcedor do Spartak Moscou. A polícia suspeita que torcedores da região do Cáucaso estejam por trás do assassinato.
O Ministério do Interior russo reforçou desde então as medidas de segurança na capital russa, em particular em praças, metrô e outros lugares públicos coletivos.
O ministro do Interior, Rashid Nurgalíev, citou mais de 50 os grupos extremistas e xenófobos ativos no país, onde diversos estrangeiros são assassinados anualmente por skinreds.
Siga o Opera Mundi no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
NULL
NULL
NULL























