Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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A polícia de Portugal prendeu 42 ativistas de organizações pacifistas que protestavam em Lisboa, perto do local onde acontece a cúpula da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que conduz a guerra no Afeganistão há nove anos.

A polícia pediu ajuda aos bombeiros para dispersar os manifestantes com jatos d'água.

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Policiais portugueses confirmaram à agência de notícias espanhola Efe que as estão “retidas”, sem dizer o número exato nem a nacionalidade delas. Fontes das organizações pacifistas afirmaram que são 42 presos.

A cúpula da OTAN em Lisboa atraiu a presença de grupos pacifistas europeus, que organizaram uma “contra-cúpula”. Entre outras ações, os ativistas simularam a reação civil a um bombardeio no centro de Lisboa, onde cerca de 100 pessoas se jogaram ao chão para reproduzir como seriam os efeitos de um ataque da aliança no estilo dos cometidos na Sérvia em 1999 e no Afeganistão desde 2001.

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Indefinição

Carlos Pérez, da organização espanhola Alternativa Antimilitarista Moc, declarou à Efe que o protesto foi uma “ação de desobediência civil não-violenta”, que fechou o trânsito em duas ruas de Lisboa. Segundo ele, alguns manifestantes levavam cartazes e outros pintaram o corpo com tinta vermelha, “como símbolo do sangue das vítimas da OTAN”.

Já porta-vozes da Portugal Anti-Guerra Anti-NATO (PAGAN), principais organizadores da conferência alternativa à cúpula, disseram à Efe que organizações internacionais participaram do protesto, como a War Resisters' International. O PAGAN e o Comitê Internacional de Coordenação (ICC) da coalizão “No to War No to NATO” organizaram uma passeata que percorrerá o centro de Lisboa. Representantes desses movimentos também se queixaram da situação de “indefinição” em que estão os militantes presos e reivindicaram o direito a protestar de forma pacífica.

Segundo a imprensa local, os manifestantes presos podem ser levados à Justiça ainda nas próximas horas.

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Polícia prende 42 pacifistas que protestavam contra OTAN em Lisboa

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