Polícia prende 250 neonazistas em manifestação na Alemanha
Polícia prende 250 neonazistas em manifestação na Alemanha
Pelo menos 250 neonazistas foram presos em Berlim antes de uma manifestação que organizariam por ocasião do 1º de maio, enquanto milhares de manifestantes de esquerda bloqueavam diferentes mobilizações de extrema-direita convocadas por toda a Alemanha.
Cerca de 7 mil policiais foram mobilizados apenas em Berlim para garantir a segurança das passeatas deste sábado. O forte esquema policial montado para o dia prendeu quase todos os 300 neonazistas que fariam um protesto em um bairro da zona oeste da capital alemã, furando os bloqueios no percurso inicialmente previsto para a zona leste.
A manifestação neonazista foi convocada pelo NPD (sigla em alemão para Partido Nacional Democrático, extrema-direita) e deveria passar pelo bairro de Prenzlauer Berg, mas milhares de cidadãos saíram às ruas para impedir a passeata. Um deles era Wolfgang Thierse, de 66 anos, membro do SPD (Partido Social-Democrata) e vice-presidente do parlamento alemão, que é morador do bairro e participou das ações de bloqueio. A polícia acabou levando preso o político, com as mãos para o alto, após pedir por diversas vezes para que desmontasse o bloqueio do qual participavam centenas de cidadãos.
A passeata do NPD em Berlim deveria reunir 3 mil simpatizantes da extrema-direita, mas apenas 500 passaram pelo percurso previsto.
Tradição
Paralelamente, nas cidades de Erfurt e Würzburg, houve ações de protesto contra outras manifestações neonazistas.
Apesar dos esquemas de segurança, os distúrbios são frequentes em Berlim a cada 1º de maio desde 1987. Nos últimos anos, os confrontos passaram a envolver os neonazistas que saem às ruas nesse dia. Também de acordo com a tradição dos últimos anos, nesta sexta-feira (30/4) à noite foram registrados os primeiros confrontos entre a polícia e militantes de extrema-esquerda em Hamburgo (norte da Alemanha), que acabaram com 14 feridos e três presos.
A Polícia alemã fica em alerta até a meia-noite de sábado para domingo, já que há a possibilidade de novos distúrbios durante a passeata da esquerda radical pelo multiétnico bairro de Kreuzberg, também cenário habitual de distúrbios no Dia do Trabalho. Em 2009, o balanço foi de 400 policiais feridos e centenas de prisões.
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