Domingo, 26 de abril de 2026
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Outros dois brasileiros foram presos nesta quarta-feira (28/4) na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta-Porã (MS), suspeitos de participar do atentado contra o senador do Paraguai Robert Acevedo, que aconteceu terça-feira (27/4). Com isso, sobe para quatro o número de brasileiros presos supostamente envolvidos no crime. Na madrugada de terça-feira, outros dois haviam sido presos.

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De acordo com o Ministério do Interior do Paraguai, suspeita-se que a ação tenha sido coordenada pela facção paulista criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), com a qual os acusados teriam relações diretas.

O jornal paraguaio ABC Color informou que os brasileiros, identificados como Josué dos Santos e Daniel dos Santos, foram presos em um Gol branco quando tentavam chegar à casa de um suposto traficante de drogas.

Segundo a rádio local Ñanduti o exército paraguaio e a polícia realizaram operações conjuntas na casa de suspeitos que teriam envolvimento com o tráfico de drogas, o que os levou aos brasileiros.

A informação da ligação dos presos com o PCC ainda não foi confirmada pela polícia paraguaia nem pela promotoria do caso, assim como a relação do atentado com o EPP (Exército do Povo Paraguaio). Agora a polícia paraguaia descartou qualquer ligação entre o caso e o grupo guerrilheiro.

De acordo com a promotora do caso, Lourdes Peña, a investigação trabalha com várias hipóteses – entre elas a de que os detidos seriam traficantes.

“Tivemos uma conversa preliminar com o senador e começamos as investigações a partir de suas denúncias. Mas não há conclusões ainda”, disse Peña à imprensa local.

Repercussão brasileira

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, repudiou o ataque cometido contra o senador paraguaio  e o possível envolvimento de brasileiros no caso.

Em entrevista no Itamaraty, onde se encontrou com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, Lula ratificou a necessidade de novas medidas conjuntas com o governo paraguaio para reforçar a segurança na região da fronteira.

“Acho uma insanidade uma pessoa achar que usando a violência, atirando em um senador e matando segurança, plantará uma cultura de medo nos Estados paraguaio e brasileiro”, afirmou.

Os planos de ação afetiva, no entanto, só serão elaborados após o encontro com o presidente paraguaio Fernando Lugo na próxima segunda-feira (3/5), em Ponta Porá (MS).

“Eu pretendo conversar muito seriamente com o companheiro Lugo sobre o que está ocorrendo na fronteira. Até a questão da revisão de refúgio vamos discutir”, disse.

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Polícia paraguaia prende mais dois brasileiros por envolvimento em atentado contra senador

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