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Atualizada em 21/11/2014

John Fitzgerald Kennedy é assassinado enquanto desfilava em carro aberto em Dallas, Texas, no dia 22 de novembro de 1963.

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A primeira-dama, Jacqueline Kennedy, raramente acompanhava o marido em atividades políticas, mas estava ao seu lado, além do governador do Texas, John Connally, e sua mulher na carreata pelas ruas centrais de Dallas. Sentados num Lincoln conversível, eram saudados por uma multidão. Quando o veículo passava diante do edifício do Depósito de Livros Escolares do Texas, às 12h30, Lee Harvey Oswald supostamente disparou três tiros do sexto andar, ferindo mortalmente o presidente e seriamente o governador. Kennedy foi declarado oficialmente morto 30 minutos depois, no Hospital Parkland. Tinha 46 anos.

Wikicommons

Foto tirada minutos antes dos tiros que atingiram o presidente John Kennedy

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O vice-presidente, Lyndon Johnson, que estava três carros atrás do presidente, prestou juramento como o 36º presidente dos Estados Unidos às 14h39, a bordo do avião presidencial que estava estacionado na pista do aeroporto de Dallas. O juramento foi testemunhado por cerca de 30 pessoas, entre as quais Jacqueline, que trajava a mesma roupa, manchada com o sangue do marido. Sete minutos mais tarde, o avião levantava voo em direção a Washington.

No dia seguinte, o presidente Johnson emitia sua primeira proclamação, declarando que em 25 de novembro seria realizada a cerimônia fúnebre. No dia, centenas de milhares de pessoas foram às ruas para ver a passagem do féretro puxado a cavalo carregando o corpo de Kennedy da rotunda do Capitólio até a catedral católica de St. Matthew para uma missa de réquiem. A solene procissão continuou em seguida até o Cemitério Nacional de Arlington, onde líderes de 99 nações reuniam-se para assistir aos funerais.

Assassino

Lee Harvey Oswald, nascido em 1939, alistou-se na Marinha em 1956. Deu baixa em 1959 e nove dias depois viajou para a União Soviética onde tentou, sem sucesso, tornar-se cidadão local. Trabalhou na cidade de Minsk, casou-se com uma soviética e em 1962 pode retornar aos EUA com a família. No começo de 1963, comprou pelo correio um revolver cal. 38 e um fuzil com mira telescópica.

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Em 10 de abril, em Dallas, teria supostamente alvejado, mas errando o alvo, o ex-general do Exército Edwin Walker, conhecido por suas posições de extrema-direita. Mais tarde naquele mesmo mês, Oswald esteve em Nova Orleans, onde teria fundado um ramo de uma organização simpática a Fidel Castro. Em setembro de 1963, viajou para a Cidade do México. Investigadores afirmam que tentou sem êxito obter um visto para Cuba. Em outubro, retornou a Dallas, tendo conseguido emprego no depósito de livros.

Menos de uma hora depois de ter atingido Kennedy, Oswald matou um policial que o questionou numa rua próxima. Trinta minutos depois, com orientação de testemunhas, Oswald foi preso dentro de um cinema. Em 23 de novembro foi formalmente indiciado pelo assassinato do presidente Kennedy e do policial J.D. Tippit.

Em 24 de novembro, Oswald foi levado ao subsolo do quartel-general da polícia de Dallas para ser transferido para uma prisão de segurança máxima. Assim que Oswald entrou no salão, Jack Ruby emergiu da multidão e o feriu mortalmente com um único tiro. Ruby, que foi imediatamente detido, exclamou que a raiva pelo assassinato de Kennedy era o motivo. Alguns o aclamaram como herói, todavia foi acusado de assassinato em primeiro grau.

Conspiração

Ruby, originalmente Jacob Rubenstein, operava casas de dança e strip tease e tinha alguma conexão com o crime organizado. Muitos acreditaram que havia matado Oswald a fim de evitar revelações de uma suposta conspiração. No julgamento, Ruby negou a hipótese, se dizendo inocente sob o argumento de que a grande dor sofrida com o assassinato do presidente desencadeou nele uma “epilepsia psicomotora”, tendo atirado em Oswald inconscientemente. O júri o considerou culpado de “assassinato com premeditação” e o sentenciou à morte.

Em outubro de 1966, a Corte de Apelação do Texas revogou a decisão com fundamento no reconhecimento incorreto de testemunha e pelo fato de Ruby não ter tido um julgamento justo no clima que se vivia em Dallas à época. Em janeiro de 1967, enquanto aguardava novo julgamento, Ruby morreu de câncer de pulmão num hospital de Dallas.

O relatório oficial da Comissão Warren de 1964 concluiu que nem Oswald nem Ruby faziam parte de uma conspiração seja doméstica ou internacional para assassinar Kennedy.

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Relatório oficial da Comissão Warren de 1964 concluiu que nem Oswald nem Ruby faziam parte de uma conspiração seja doméstica ou internacional para assassinar Kennedy

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