Pilotos de caça líbios fogem para Malta alegando se recusar a atacar manifestantes
Pilotos de caça líbios fogem para Malta alegando se recusar a atacar manifestantes
Dois caças da Força Aérea líbia aterrisaram de modo totalmente inesperado nesta segunda-feira no aeroporto internacional de Malta, localizado na capital da ilha, Valetta. De acordo com fontes locais, os pilotos eram dois coronéis da aeronáutica da Líbia que fugiram para a ilha e pelo menos um deles solicitou asilo político.
Segundo agências internacionais, que citam o governo maltês, eles afirmaram ter desertado para não cumprirem a ordem de bombardear manifestantes em Benghazi, segunda maior cidade do país.
Efe

Um dos caças líbios que pousaram no Aeroporto Internacional de Malta
A localidade é o principal centro das manifestações populares naquele país, que pedem a abertura democrática do país e pedem a saída do ditador Muamar Kadafi, há 42 anos no poder.
Segundo a emissora Al Jazeera, ao menos 250 manifestantes morreram em razão dos bombardeios aéreos. A rede Al Arabiya cita 160 mortes.
Os dois aviões, do tipo Mirage, partiram da base de Okba Ben Afi, ao norte da Líbia.
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Outro lado
Seif al Islam, filho do líder líbio, Muamar Kadafi, afirmou nesta segunda-feira que os aviões das Forças armadas do país bombardearam depósitos de armas situados em regiões afastadas das zonas urbanas e negou que tenham lançado bombas sobre a população. O anúncio foi feito na TV estatal.
A televisão líbia assegurou que o filho de Kadafi desmentia as informações de que as Forças armadas teriam bombardeado as cidades de Trípoli e Benghazi. “As Forças armadas bombardearam depósitos de armas situados em regiões afastadas das concentrações urbanas para evitar que os grupos que participam dos distúrbios possam conseguir armas”, assegurou Seif al Islam à agência oficial líbia Jana, segundo o canal estatal.
“A missão das Forças aéreas é proteger o país e não disparar sobre o povo”, acrescentou o filho de Kadafi, que neste domingo advertiu que o Exército “permanecerá fiel à Líbia” e que “destruirá aos que realizarem um complô contra o país”.
Em discurso televisionado Al Islam, considerado até agora o provável sucessor de Kadafi, disse que, “se o caos chegar, em vez de chorar pelos 80 mortos nos últimos dias, choraremos por centenas de milhares de nossos irmãos e seremos obrigados a fugir de nosso país”.
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