Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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A Conferência Internacional sobre o Processo Político na Venezuela foi inaugurada nesta terça-feira (25/04), em Bogotá, com um discurso do presidente de Colômbia, Gustavo Petro, no qual se ressaltou a necessidade de se construir na América Latina “livre de sanções”.

“A América não pode ser um espaço de sanções. A América tem que ser um espaço de liberdades. A América tem que ser um espaço de democracia”, enfatizou o mandatário colombiano, na abertura do evento.

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A Conferência Internacional sobre o Processo Política na Venezuela foi organizada com o objetivo de reativar o diálogo entre o governo de Nicolás Maduro e os setores da oposição venezuelana reunidos no grupo conhecido como “Plataforma Unitária”.

As conversas entre as partes haviam sido iniciadas em novembro de 2022, na Cidade do México. Em janeiro, outros países passaram a participar da mediação, entre eles o Brasil, que nomeou o diplomata Celso Amorim, assessor especial da Presidência para temas internacionais, como seu representante no diálogo. O brasileiro é um dos participantes do evento desta terça, em Bogotá.

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No entanto, as conversas chegaram a um impasse no mês de fevereiro, e o objetivo do evento desta semana é destravar o diálogo.

O principal obstáculo para essa retomada do diálogo foi reiterado nesta terça pelo governo venezuelano: Caracas exige que os Estados Unidos devolvam os 3,2 bilhões de dólares dos seus fundos soberanos depositados em contas bancárias no exterior. O montante foi confiscado em agosto de 2019, por decisão do governo de Donald Trump, a qual foi mantida durante a gestão de Joe Biden.

Presidente colombiano encabeça evento em Bogotá que busca recuperar processo de diálogo entre o governo e a oposição do país vizinho, e que reúne cerca de 20 moderadores, incluindo o brasileiro Celso Amorim

Ministério de Relações Exteriores da Colômbia

Gustavo Petro defendeu o fim da política de sanções econômicas em evento que reúne representantes do governo e da oposição da Venezuela

A devolução dos fundos soberanos venezuelanos havia sido um dos pontos acordados entre as duas partes em janeiro. Porém, semanas depois, os opositores alegaram que não têm poder para convencer o governo norte-americano a tomar a decisão de revogar o decreto de 2019.

Segundo o governo da Venezuela, parte desses recursos será usado no financiamento de programas sociais que também foram estabelecidos no acordo entre as partes em janeiro.

Caracas assegura que, na ocasião, a oposição se comprometeu a desbloquear os fundos que, segundo a decisão do governo norte-americano, pertencem justamente ao “governo interino” liderado pelos opositores, que é reconhecido por Washington.

Por sua parte, Petro reiterou neste discurso de inauguração a mesma postura que demonstrou na última quinta-feira (20/04), quando visitou os Estados Unidos e pediu ao presidente norte-americano Joe Biden o fim da política de sanções à Venezuela.

“O continente americano não pode ser mais um espaço de sanções, para que possamos garantir a paz e uma sociedade mais livre e igualitária, capaz de manter uma melhor qualidade de vida”, disse Petro nesta terça.

(*) Com informações de RT e TeleSur