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Um total de 79 pescadores da cidade de São Gonçalo, estado do Rio de Janeiro, foi alfabetizado com o projeto “Pescando Letras”, desenvolvido a partir do método cubano para a alfabetização de adultos “Yo, si puedo” – cuja eficácia foi reconhecida por organismos internacionais como a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) –, segundo informou o site Cuba Debate.

O projeto, promovido pela secretaria de Educação e a subsecretaria de Agricultura e Pesca, consiste em oferecer alfabetização, educação, cidadania e qualificação profissional a pescadores durante o período chamado “tempo morto”, em que a pesca fica proibida ou controlado no litoral.

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Durante o curso, cuja duração é de seis meses, os pescadores foram alfabetizados por meio de vídeo-aulas, receberam instrução sobre Educação Cidadã e qualificação profissional. As mulheres dos pescadores participaram de aulas de artesanato, onde aprenderam a limpar, preparar e montar escamas de peixes para transformá-las em acessórios femininos, como brincos e colares.

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No ato de entrega dos certificados, a prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, agradeceu a colaboração cubana no programa: “Saber ler e escrever é sair das cavernas e ver a luz, descortinar as coisas que a vida oferece”.


Yo, si puedo

Criado em 2001 em Cuba, o método de alfabetização “Yo, si puedo” consiste no uso de meios audiovisuais para o ensino. O programa foi utilizado para ensinar a ler e escrever em muitos lugares do mundo, especialmente na América Latina.

Na Venezuela foram alfabetizados um milhão de pessoas em cinco meses e 27 dias nas 34 línguas e etnias que existem na nação sul-americana. A Bolívia, em 2008 – foram 819.417 pessoas alfabetizadas em um universo de 824.101 analfabetos detectados (99,5%) e a Nicarágua, em 2009, também usaram o método. O programa existe também em cidades do México e Argentina.

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Pescadores brasileiros são alfabetizados com método cubano

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