Segunda-feira, 27 de abril de 2026
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A guerrilha Sendero Luminoso entrou em uma nova etapa, de “reconstituição política”, e planeja participar das próximas eleições regionais e municipais peruanas, que serão realizadas em outubro, indicaram à ANSA especialistas locais.

Para o sociólogo Jaime Antezana, a organização, que se autointitula Partido Comunista do Peru, não deverá promover novas ações armadas. “O mais grave é que, nesta etapa, eles incorporaram gente jovem nas universidades onde sempre estiveram. Não acredito que eles peguem em armas, porque sua intenção é se candidatar às próximas eleições como partido político”, analisou Antezana.

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O ex-chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas Jorge Montoya, por sua vez, não descartou essa possibilidade. Ontem a primeira ação armada realizada pelo grupo completou 30 anos e o Ministério da Defesa reforçou as medidas de segurança para evitar qualquer tipo de “problemas”.

No dia 17 de maio de 1980, membros do Sendero Luminoso realizaram ataques a bomba contra locais que seriam utilizados como seções eleitorais no distrito de Chuschi, a cerca de 550 quilômetros de Lima.

Desde 1992, quando o líder e fundador dessa guerrilha, Abimael Guzmán, foi preso em Lima, as atividades do grupo se tornaram menos frequentes.

De acordo com a Comissão da Verdade e Reconciliação, os conflitos entre o Sendero Luminoso e forças militares deixaram 69 mil mortos.

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Peru: Sendero Luminoso pretende participar de eleições regionais

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