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O Congresso do Peru aprovou nesta segunda-feira (14/03) a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Pedro Castillo. 76 deputados votaram a favor, 41 votaram contra e um se absteve.

A moção foi apresentada por 49 parlamentares que integram os partidos conservadores Renovación Popular, Avanza País e Fuerza Popular, além de contar com apoio de alguns legisladores que são membros de outros partidos.

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O presidente peruano deve apresentar sua defesa perante o Congresso no dia 28 de março. Castillo tem opção de ir sozinho ou acompanhado de seu advogado para fazer sua defesa.

Após a argumentação do mandatário, o Congresso deve colocar a moção em votação. Neste caso, são necessários 87 votos para aprovar o impeachment de Castillo.

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A denúncia apresentada pela oposição alega uma suposta “incapacidade moral” do presidente para ocupar o cargo. Além disso, a oposição fala em “contradições e mentiras do presidente nas investigações dos promotores”, nomeações “questionáveis” de pelo menos 10 ministros de Estado, a existência de um suposto gabinete paralelo e ainda acusa Castillo de uma suposta “traição à pátria”, em referência a uma fala do mandatário sobre a possibilidade de convocar um referendo para negociar uma saída ao mar para a Bolívia.

O processo aprovado é a segunda tentativa de destituir Castillo por via judicial desde que o professor e ex-sindicalista assumiu o governo, há sete meses. Em dezembro de 2021, o Congresso rejeitou, com 46 votos a favor e 76 contra, um primeiro pedido.

Presidente peruano deve apresentar sua defesa ao Legislativo no dia 28 de março; 76 deputados votaram a favor e 41 votaram contra

Presidencia Peru

A denúncia apresentada pela oposição alega uma suposta "incapacidade moral" do presidente para ocupar o cargo

Trocas de gabinete, pressão de direita e crise

Castillo, que assumiu o mandato em 28 de julho de 2021, tem tido dificuldades em governar, já que em pouco tempo de governo, enfrentou uma oposição determinada a retirá-lo da Presidência e rachas internos em seu partido, o Perú Libre.

Com apenas sete meses de mandato, o presidente já reformulou seu gabinete de ministros em quatro ocasiões.

Ao longo dos meses de mandato, Castillo e membros do Perú Libre acusam a direita de promover tentativas de golpe e desestabilização contra seu governo, por meio, segundo o próprio presidente, de “intensas campanhas de difamação” em jornais e redes sociais.

*Com TeleSur