Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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O Ministério Público do Peru enviou à Justiça do país, nesta terça-feira (13/12), um pedido formal para que a prisão preventiva do ex-presidente Pedro Castillo, que se encerraria na próxima sexta-feira, seja prorrogada por mais 18 meses.

O pedido ainda não foi respondido pelo Poder Judiciário peruano, mas a reação de Castillo já é conhecida: através de uma carta escrita de próprio punho – e reproduzida nas redes sociais nesta quarta-feira, através de fotos – o destituído mandatário faz um apelo à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH), para que interceda a seu favor.

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Na mensagem, Castillo afirma que seus direitos políticos estão sendo vulnerados, e também o das pessoas que estão indo às ruas, segundo ele, para exigir seu retorno ao poder.

“Já basta! Continua o atropelo, a humilhação e o maltrato. Hoje, voltam a coartar minha liberdade com 18 meses de prisão preventiva. Peço à CIDH que interceda por meus direitos e pelos direitos dos meus irmãos peruanos que clamam por justiça”, manifestou o ex-presidente.

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Castillo completa dizendo que considera “os juízes e procuradores responsáveis pelo que acontece no país. Milhões de agradecimentos aos meus compatriotas pelo seu amor e apoio”, e conclui com a consigna “só o povo salva o povo”.

Apelo foi enviado por carta após o Ministério Público do Peru solicitar à Justiça a prorrogação da prisão preventiva do ex-presidente por 18 meses

Prensa Latina

O ex-presidente do Peru, Pedro Castillo

A destituição de Castillo foi consumada há exatamente uma semana, no dia 7 de fevereiro, com a aprovação de uma moção de vacância contra ele, por suposta “incapacidade moral” para exercer o cargo de presidente.

No mesmo dia, quando ainda estava no poder, ele tentou aplicar medidas para dissolver o parlamento e instaurar um governo de exceção, mas estas não foram acatadas pelas demais instituições.

Após a destituição, Castillo foi preso e a vice-presidente Dina Boluarte assumiu a presidência do Peru. Porém, desde sábado (10/12) o país vem registrando fortes protestos em diferentes cidades, pedido a antecipação das eleições presidenciais [marcadas originalmente para 2026] como forma de solucionar a crise política.

Esses protestos vêm enfrentando uma forte reação repressiva das forças policiais, o que resultou em sete mortes de manifestantes até o momento. O novo governo tentou responder às demandas com um projeto para antecipar o pleito, mas não para os próximos meses, como pedem as organizações sociais peruanas, mas sim para abril de 2024.