Perto de receber Lula, Irã abre portas a acordo de troca nuclear
Perto de receber Lula, Irã abre portas a acordo de troca nuclear
O Irã considera que o terreno está “preparado” para um acordo sobre a proposta de troca nuclear, assegurou neste sábado o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do país, Ramin Mehmanparast.
Em declarações à agência oficial de notícias Irna, o porta-voz antecipou que esse será o tema principal da reunião deste domingo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
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“O Irã percebe o terreno bem preparado para um acordo sobre a troca de combustível”, afirmou.
Grande parte da comunidade internacional, com Washington, Londres e Berlim à frente, acusa o regime iraniano de ocultar, sob seu programa atômico civil, outro de natureza clandestina e aplicação bélica cujo objetivo seria a aquisição de arsenal nuclear, o que é negado por Teerã.
A queda de braço se agravou nos últimos seis meses, depois que o Irã colocou empecilhos a uma oferta de troca de combustível nuclear para seu reator civil e começou a enriquecer urânio a 20% por conta própria.
Desde então, os EUA, apoiados por, entre outros, França e Reino Unido, tentam pactuar uma nova série de sanções, que, segundo diplomatas, pode estar pronta em junho próximo.
Posição ambivalente
O Irã trabalhou no próprio Conselho de Segurança para tentar integrar na resolução da polêmica os dez membros não-permanentes do principal órgão da ONU.
A China, único país com direito a veto que abriga reservas, mantém uma posição até aqui ambivalente.
Já Turquia e Brasil, em princípio contrários a medidas punitivas, ganharam força como mediadores, um papel que despertou suspeitas, em particular em Washington.
No entanto, Teerã travou o acordo sobre a troca, alegando não confiar na outra parte. Fora isso, exige como garantia que o intercâmbio aconteça de forma simultânea, em território iraniano e sob supervisão da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), o que tem a oposição das potências.
O Brasil sugeriu como alternativa que a troca seja em outro país, e apontou para o outro mediador, a Turquia, como solução. Para o Governo, Ancara aparece como saída por sua posição geográfica e pela boa relação com Teerã.
No entanto, esta semana o Irã reiterou que sua opção é de que a polêmica troca aconteça dentro de suas fronteiras.
Com a Agência Efe
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