Pelo Twitter, Estados Unidos cobram devolução de armas apreendidas na Argentina
Pelo Twitter, Estados Unidos cobram devolução de armas apreendidas na Argentina
O
porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Philip Crowley,
manifestou insatisfação com a Argentina e voltou a reivindicar a
devolução dos armamentos, drogas e equipamentos de logística
apreendidos pela alfândega do país há quase duas semanas.
Por
meio de seu perfil na rede social Twitter, Crowley mostrou na noite
desta terça-feira (22/2), espanto pela resistência da Argentina em
demorar para resolver o problema. “Estamos surpresos porque a
Argentina escolheu não resolver uma simples disputa envolvendo
equipamento de treinamento. E nós ainda queremos nossas coisas de
volta”, escreveu Crowley.

O
conflito diplomático entre os países teve início quando um
cargueiro C-17 Globemaster III da Força Aérea dos Estados Unidos
chegou à Argentina com materiais que seriam utilizados em um
treinamento para o resgate de reféns, oferecido pelo governo
norte-americano ao Grupo Especial de Operações Especiais da Polícia
Federal Argentina (GEOF).
Leia mais:
Alfândega argentina confisca armas e drogas de avião militar dos EUA
Brasil e Argentina vão assinar declaração conjunta de Defesa
Wikileaks: Argentina alertou EUA sobre programa nuclear brasileiro
Segundo
a chancelaria argentina, ao constatar que
parte da carga não havia sido devidamente declarada na lista enviada
pela embaixada norte-americana, a alfândega do país, em conjunto
com a Polícia de Segurança Aeroportuária e a Administração
Federal de Ingressos Públicos, confiscou aparelhos para interceptar
comunicações, vários GPS, equipamentos tecnológicos com mensagens
secretas codificadas e caixas com remédios, muitos deles vencidos.
Frente
à discrepância entre os itens previamente
autorizados por seu governo e os chegados a bordo do avião, a
chancelaria argentina apresentou um protesto formal aos Estados
Unidos. Em comunicado, afirmou que investigará os motivos pelos
quais o Departamento de Estado norte-americano “tentou violar as
leis” do país. Washington, no entanto, negou as irregularidades.
Impasse
diplomático
Ainda de acordo com a chancelaria, o
subsecretário de Estado norte-americano para a América Latina,
Arturo Valenzuela, ligou para o ministro de Relações Exteriores
argentino, Héctor Timerman, para “resolver a situação” e
manifestar “a preocupação do Departamento de Defesa” pela
apreensão dos elementos. A resposta do ministro, no entanto,
teria sido que as leis argentinas “devem ser cumpridas por todos,
sem exceções”.
Alguns
dias após o incidente, o chefe de gabineteda Argentina, Aníbal Fernández, afirmou que as leis alfandegárias
de seu país consideram a possibilidade de destruir o material
considerado ilegal e insistiu na defesa da soberania nacional. O
governo dos Estados Unidos reivindicou a devolução do material e
disse estar “perplexo” pelo incidente diplomático.
O
treinamento dos policiais foi cancelado e o
avião da Força Aérea americana deixou o país. Na última
quinta-feira (17/2), Crowley afirmou em uma coletiva de imprensa que
os Estados Unidos não tinham motivos para pedir desculpas à
Argentina, e que a apreensão dos itens foi realizada
“inapropriadamente”.
Leia também:
Wikileaks: prefeito de Buenos Aires conspirou contra Cristina e apostou em vitória de Serra no Brasil
Denúncias vazadas pelo Wikileaks não representam posição do governo argentino, diz consultor da AIEA
Paraguai disse aos EUA temer 'controle irrestrito' do Brasil sobre seu destino, revela Wikileaks
Wikileaks: Colômbia reclamou com EUA do 'espírito imperialista brasileiro'
Desde
o início do conflito, Timerman não economizou no uso de seu perfil
no Twitter para manifestar a posição do governo argentino,
afirmando a seus seguidores que fará “todo o possível para que o
povo saiba os motivos de [os Estados Unidos] quererem ingressar
material não declarado”.

O
ministro também esclareceu, por meio da rede social, que os itens
declarados pela embaixada entraram no país “sem problemas”, e
que o material confiscado “não figurava na lista”. O porta-voz
do Departamento de Estado norte-americano, por sua vez, não havia
utilizado o Twitter para manifestar-se sobre o assunto até o
momento.
Siga o Opera Mundi no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
NULL
NULL
NULL























