Pelo menos 30 mortos em mais dois atentados suicidas no Paquistão
Pelo menos 30 mortos em mais dois atentados suicidas no Paquistão
Dois novos atentados suicidas foram registrados hoje (2) no Paquistão. O mais grave deles matou mais de 30 pessoas nas imediações de um quartel-general no exército. O ONU (Organização das Nações Unidas) resolveu reduzir seu contingente no país, imerso numa onda crescente de violência.
O primeiro ataque ocorreu às 10h40 (3h40 em Brasília) em frente a uma agência bancária junto ao hotel Shalimar, em uma movimentada avenida de Rawalpindi, cidade próxima a Islamabad, e a menos de 500 metros do QG do exército.
Na explosão, pelo menos 34 pessoas morreram e 32 ficaram feridas, detalhou ao canal Geo um porta-voz dos serviços de resgate, enquanto retiravam vítimas dos escombros e as transferiam para hospitais.
Em declarações ao canal “Dawn”, o chefe da polícia de Rawalpindi, Rao Iqbal, disse que o ataque causou a morte de 30 pessoas e deixou mais de 45 feridos.
Segundo Iqbal, o atentado foi executado por um terrorista suicida que pilotava uma moto e detonou os explosivos em frente ao banco, no momento em que dezenas de pessoas aguardavam em fila para sacar salários e pensões.
As forças de segurança encontraram um colete com explosivos, a cabeça e outras partes do corpo do suposto autor do atentado, detalhou o oficial de polícia Aslam Tarim a vários canais de televisão.
Em seguida, pelo menos 15 pessoas ficaram feridas, entre elas sete policiais, em outro ataque, desta vez contra um posto policial da cidade de Lahore (leste), informou uma fonte policial citada pela rede de TV “Dawn”.
A explosão foi detonada quando uma caminhonete se chocou contra o local. Um dos autores do ataque teria conseguido fugir. O outro morreu na colisão, disse a polícia. Segundo a emissora de TV “Geo”, no entanto, que não identificou suas fontes, foi uma motocicleta, e não uma caminhonete. Os feridos foram levados para hospitais próximos.
Estado de emeregência
As autoridades declararam estado de emergência nos hospitais para atender os feridos e ordenaram, por questões de segurança, o fechamento das escolas de Rawalpindi, onde em 10 de outubro um grupo talibã atacou o quartel do Exército.
O primeiro-ministro Yousef Razá Guilani e o presidente Asif Alí Zardari condenaram o atentado, mais um em meio a uma onda terrorista que atinge o Paquistão nas últimas semanas, enquanto o governo realiza ofensiva militar contra os talibãs.
O ataque mais grave ocorreu em 28 de outubro, quando 106 pessoas morreram em uma ação realizada em um mercado abarrotado de clientes na cidade Peshawar.
ONU
Diante da deterioração da situação de segurança nas regiões tribais na fronteira com o Afeganistão, a ONU anunciou que manterá no local só os trabalhadores vitais para atender operações de emergência.
“Levando em consideração a intensa situação de segurança na região, só permanecerá o pessoal internacional da organização cuja presença seja vital para as operações de segurança, ajuda humanitária e de emergência, assim como outras essenciais”, afirmou a organização em comunicado.
O Exército paquistanês iniciou em meados de outubro uma operação contra a facção talibã liderada por Hakimullah Mehsud na demarcação tribal do Waziristão do Sul, que causou a morte de centenas de insurgentes.
Mas os combates provocaram a fuga de 220 mil pessoas desde o dia 13 de outubro, informou hoje a porta-voz do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), Ariane Rummery.
A ONU perdeu 11 funcionários em atentados terroristas neste ano no Paquistão.
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