Domingo, 17 de maio de 2026
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Pelo menos 20 pessoas morreram neste domingo (09/01) e várias ficaram feridas em enfrentamentos com a polícia nas cidades de Thala e Kaserin, no centro-oeste da Tunísia, informou à AFP Ahmed Nejib Chebi, dirigente do Partido Democrata Progressista.

Os protestos foram desencadeados pela tentativa de suicídio, em 17 de dezembro, de um vendedor ambulante de frutas e verduras, desesperado porque a polícia não o deixava trabalhar por não ter permissão. O homem, Mohamed Buzazizi, de 26 anos, morreu dias depois.

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“As informações que chegam a nós de Kaserin e Thala falam de pelo 20 pessoas que morreram atingidas por disparos desde sábado em enfrentamentos, que continuam neste domingo”, disse Chebi, líder histórico do PDP.

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“Chegaram a disparar contra um cortejo fúnebre”, afirmou, citando como fontes as sedes de seu partido nas duas cidades. Chebi pediu “um cessar-fogo imefiato” ao presidente Zin El Abidin Ben Ali.

De acordo com testemunhas, pelo menos quatro pessoas morreram em Kaserin, a 290 km da capital. As autoridades, entretanto, ainda não confirmam este balanço. Até o momento, o governo reconhece apenas a morte de duas pessoas em enfrentamentos com a polícia em Thala, no sábado.

Os manifestantes que participam dos protestos, que já acontecem há quase um mês, reclamam da falta de empregos e de investimentos, mas as autoridades afirmam que as manifestações são de uma minoria extremista que deseja prejudicar a imagem do governo.

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Pelo menos 20 pessoas morreram em protestos na Tunísia, diz oposição

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