Paul Schaefer, fundador da Colônia Dignidade, morre no Chile
Paul Schaefer, fundador da Colônia Dignidade, morre no Chile
O alemão Paul Schaefer, ex-suboficial do Exército nazista e
fundador da Colônia Dignidade, no sul do Chile, morreu neste sábado
na prisão, informaram fontes prisionais à imprensa local.
Efe

Arquivo
Schaefer
tinha 88 anos e morreu em consequência de uma doença cardíaca
crônica, no hospital da prisão onde cumpria pena por diversos
crime. Ele permaneceu no hospital praticamente todo o tempo em que
esteve em prisão, após ser detido na Argentina e expulso desse país
em março de 2005.
Ele morreu às 7h deste sábado no horário
local (8h em Brasília). O ex-militar alemão estava instalado nas
proximidades da cidade de Parral, a 380 quilômetros de Santiago, e
havia sido condenado a sete anos de prisão por homicídio
qualificado; a três anos por infração à lei de controle de armas;
a três anos e um dia por tortura e a 20 anos por abusos sexuais
contra menores que viviam na Colônia (27 crianças, 26 chilenos e uma alemã).
Schaefer e outros
alemães fundaram a Colônia Dignidade, como eles chamavam a “Villa
Baviera” em 1961 e, de forma paulatina, construíram uma
poderosa rede de influência e a transformaram em um enclave fechado,
à margem das leis chilenas.
Durante a ditadura de Augusto
Pinochet (1973-1990), a Colônia, que abrangia 16 mil hectares, foi
utilizada como campo de concentração e de tortura, conforme
testemunhos de sobreviventes.
O ex-presidente Patrício Aylwin
(1990-1994) definiu o local como “um Estado dentro do Estado”,
quando seu governo empreendeu uma ofensiva para desmanchá-la.
Em
1996, Schaefer fugiu da justiça e por vários anos ficou como o
foragido mais procurado do Chile, até ser detido pela polícia
argentina em 10 de março de 2005 próximo a Buenos Aires, onde vivia
protegido por seguidores.
Imediatamente após a prisão, o
governo argentino decretou sua expulsão ao Chile, onde foi
processado e condenado pela Justiça.
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