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EFE (8/9/2010)



Jones, em entrevista coletiva à mídia na Flórida

O pastor norte-americano Terry Jones cancelou a queima de exemplares do Alcorão nesta quinta-feira (9/9) após críticas do presidente Barack Obama e da comunidade internacional, que temiam que o ato provocasse uma onda generalizada de ódio antiamericano no mundo muçulmano.
Ele pretendia realizar uma grande fogueira com cópias do livro no sábado (11/9), quando se completam nove anos dos atentados contra as torres gêmeas do World Trade Center e o Pentágono.

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Segundo a rede de TV britânica BBC, Jones disse ter tomado a decisão de cancelar o evento “depois que o grupo que promove a construção de uma mesquita perto do chamado Marco Zero em Nova York concordou em alterar o local da construção”.

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Em entrevista coletiva em frente à sua igreja na cidade de Gainesville, na Flórida, Jones anunciou a decisão após “entrar em acordo com líderes muçulmanos de Nova York”.

“Eu vou voar para Nova York no sábado para me encontrar com o imame na mesquita do Marco Zero. Nós concordamos em não queimar o Alcorão, e eles concordaram em não fazer a mesquita”, afirmou.

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A confirmação deste acordo, porém, não foi confirmada por nenhuma autoridade muçulmana norte-americana.

Para o pastor, a queima do livro sagrado do Islã no aniversário dos atentados de 2001 seria uma posição contra o terrorismo, mas seu plano foi condenado internacionalmente, tanto em países islâmicos quanto no ocidente. Na manhã desta quinta-feira o próprio presidente dos Estados Unidos em entrevista em rede nacional de televisão, condenou o ato e pediu a Jones que reconsiderasse a iniciativa.

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Pastor nos EUA cancela queima de Alcorão

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