Sábado, 9 de maio de 2026
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O partido populista conservador do ex-primeiro-ministro Boyko Borisov, Cidadãos para o Desenvolvimento Europeu da Bulgária (GERB), venceu por estreita margem as eleições legislativas da Bulgária, a fim de formar um novo Parlamento, no último domingo (02/04), de acordo com resultados oficiais.  

A Comissão Central Eleitoral (CEC) do país europeu informou que que o GERB obteve 26,57% dos votos, enquanto a coligação do ex-primeiro-ministro Kiril Petkov, Vamos Continuar a Mudança, obteve 24,66% de apoio.

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O partido de Borisov foi vitorioso na grande maioria das cidades búlgaras, embora tenha sofrido derrotas na capital Sofia, em Plovdiv e Ruse, onde a coligação Vamos Continuar a Mudança obteve o maior número de votos.

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Por sua vez, o partido ultranacionalista Vazrazhdane (Renascimento) ficou com 14,22%; o Movimento pelos Direitos e Liberdades (DPS) com 13,39%; e o Partido Socialista Búlgaro (BSP), com 8,97%.

Em quinta eleição nos últimos dois anos, partido do ex-primeiro ministro Boyko Borisov, Cidadãos para o Desenvolvimento Europeu da Bulgária (GERB), recebeu 26,57% dos votos

Flickr/EU2017EE Estonian Presidency

Ex-primeiro-ministro Boyko Borisov, do partido Cidadãos para o Desenvolvimento Europeu da Bulgária (GERB)

Quinta eleição em dois anos

As eleições do último domingo constituem a quinta realizada em dois anos na Bulgária. A participação de eleitores desta vez foi especialmente baixa, com cerca de 40% dos 6,6 milhões de pessoas elegíveis para votar no país. 

Em 2021, foram eleitos três parlamentos no país: 4 de abril, 11 de julho e 14 de novembro, porém todos falharam na tentativa de estabelecer um governo e foram dissolvidos. 

Já em 2022, o país foi marcado pela queda do então primeiro-ministro liberal Kiril Petkov após uma moção de censura. Segundo o GERB, que foi o partido autor da moção, o governo de Petkov apresentava falhas na política econômica e financeira. 

Ainda no ano passado, em 2 de outubro, novas eleições legislativas ocorreram, mas mais uma vez sem sucesso na tentativa de implantar um governo estável para o país. 

O prolongado impasse político da Bulgária, causado principalmente por animosidades pessoais entre os líderes dos dois principais blocos, já forçou o país a adiar o prazo para adotar o euro, e ainda não aprovou uma lei orçamentária para 2023. A incerteza também prejudicou a capacidade da Bulgária de aproveitar os fundos de recuperação pós-pandemia da UE.

Assim, o país balcânico, membro da Organização do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia (UE), continua a ser governado por um primeiro-ministro nomeado pelo presidente, o ex-general Rumen Radev.

Radev prometeu agir rapidamente para convidar o líder do partido que obteve mais votos para iniciar as negociações de coalizão.

(*) Com TeleSUR