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O parlamento português rejeitou nesta quarta-feira (23/03) uma série de novas medidas de austeridade sugeridas pelo governo socialista. A desaprovação do projeto ocasionou a renúncia do primeiro-ministro, José Sócrates, que, desde o início dos trâmites, declarou que deixaria o cargo caso a  proposta fosse bloqueada.

“Hoje, os partidos da oposição retiraram todas as condições para continuarmos a governar. Acabei de apresentar a minha demissão ao senhor Presidente da República”, afirmou Sócrates, segundo o jornal local Público. A informação foi confirmada pelo presidente Aníbal Cavaco Silva em comunicado.

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Para Sócrates, os partidos de oposição de colocaram os interesses partidários à frente dos interesses nacionais e os responsabilizou pelos problemas que o país possa sofrer daqui em diante.

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Na votação, apenas o Partido Socialista votou a favor. Entretanto, o partido e possui apenas 97 dos 230 assentos do Parlamento, impossibilitando que as medidas fossem aprovadas.

Este foi o quarto plano de austeridade apresentado em um ano pelo governo. “Esta crise política era evitável. Pode haver quem pense que hoje teve uma vitória no jogo político. Hoje, o país perdeu, não ganhou”, completou o ex-primeiro-ministro, que garantiu que disputará as próximas eleições.

O social-democrata Passos Coelho reagiu à demissão de Sócrates e o acusou de estar “se fazendo de vítima”. “A crise que Portugal tem vivido será enfrentada com determinação por todos nós. Chegamos a um período em que os mercados não têm confiança em Portugal porque o governo não cria confiança”, afirmou de acordo com o Publico.

O pacote foi uma medida proposta como forma de estimular a economia  e auxiliar Portugal na grave crise em que o país se encontra e ameaça a economia da União Europeia.

Entre as medidas propostas estavam cortes no orçamento, redução das despesas e aumento de impostos.

Com a rejeição do projeto e a demissão de Sócrates, Cavaco afirmou que se reunirá com os partidos na próxima sexta-feira (25/03) para começar a definir o futuro governo. Por enquanto, o atual Executivo continua funcionando normalmente.

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Parlamento português rejeita medidas de austeridade e premiê renuncia

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