Domingo, 17 de maio de 2026
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O Parlamento ucraniano aprovou nesta quarta-feira (23/02) a introdução de um estado de emergência nacional, exceto nas duas províncias separatistas de Lugansk e Donetsk.

Com 335 votos a favor – quórum mínimo era de 226 votos -, a medida, proposta pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e apoiada pelo Conselho de Segurança Nacional, entrará em vigor a partir desta quinta-feira (24/02).

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A votação ocorreu horas depois que Moscou começou a esvaziar sua embaixada em Kiev e que os Estados Unidos alertaram novamente para o risco de um ataque militar da Rússia contra o território ucraniano.

Além do estado de emergência de 30 dias, a Ucrânia anunciou que haverá serviço militar obrigatório para todos os homens em idade de combate e pediu que seus cidadãos na Rússia deixem o país.

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De acordo com o Pentágono, 80% das forças russas na fronteira ucraniana estão prontas para agir em 48 horas.

Hoje, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, criticou a decisão do presidente russo, Vladimir Putin, de reconhecer duas regiões separatistas do país. “Putin negou o direito da Ucrânia de existir”, disse Kuleba na Assembleia Geral da ONU.

O chanceler ucraniano também pediu ajuda de outros países e afirmou que as ações da Rússia “foram muito além da segurança”.

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Já a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, afirmou que um conflito na região poderia provocar “uma nova crise de refugiados” com “até 5 milhões” de pessoas deslocadas.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia, por sua vez, afirmou nesta quarta que dará uma “resposta forte” às sanções anunciadas pelos Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia contra o país após o reconhecimento de repúblicas separatistas no leste ucraniano. 

Segundo a chancelaria, a Rússia “está aberta à diplomacia com base no recíproco respeito, de igualdade e da consideração dos respectivos interesses”.

Os países ocidentais anunciaram sanções contra Moscou após o reconhecimento das cidades de Donetsk e Lugansk como repúblicas independentes por Vladimir Putin na última segunda-feira (21/02). 

Em resposta às medidas adotadas, o Kremlin afirmou que o “pacote” de restrições se enquadra nas “tentativas contínuas de Washington de mudar o curso da Rússia”. No entanto, o chanceler russo Sergei Lavrov disse que o país é capaz de minimizar os danos das sanções impostas. 

“As sanções não terão nenhum impacto na determinação da Rússia em defender com firmeza seus interesses”, diz o comunicado que também prometeu dar uma “resposta forte, não necessariamente simétrica, mas ajustada e vulnerável para o lado norte-americano”.

*Com Ansa