Segunda-feira, 27 de abril de 2026
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O Parlamento da Alemanha aprovou hoje (21/5) o projeto de lei que estabelece a contribuição do país ao pacote da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional) para o resgate do euro, que chega a 123 bilhões de euros. O projeto foi aprovado por 319 votos a favor, 73 contra e com 195 abstenções.

A oposição social-democrata e verde tinha anunciado anteriormente a intenção de se abster, enquanto o bloco de esquerda rejeitou o pacote. As três legendas criticaram o plano alegando não saberem com detalhes seu conteúdo.

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Pouco antes da votação, tanto o ministro de Assuntos Exteriores, Guido Westerwelle, como o ministro das Finanças, Wolfgang Schaeuble, fizeram  defenderam o pacote, que qualificaram de “decisivo” para o futuro da UE. “O bem-estar na Europa depende também de nossa decisão”, disse o chefe da diplomacia alemã que, da mesma forma que Schaeuble, assegurou que não há alternativas às medidas estipuladas pela UE e pelo FMI para defender a moeda única e, com isso, o bloco econômico.

Na presença do gabinete ministerial completo, com a chanceler Angela Merkel à frente, ambos criticaram duramente a oposição por “fugir” da responsabilidade ao incitar a abstenção e até a rejeição ao pacote de resgate do euro. A contribuição alemã ao pacote para o resgate pode alcançar 148 bilhões de euros caso algum dos países em crise não possa desembolsar sua parte.

Após sua aprovação pelo Bundestag, o projeto de lei será submetido à votação ainda hoje no Bundesrat, órgão constitucional alemão com representantes das regiões (Laender), para depois ser assinado pelo presidente Horst Koehler.

Pacote

A União Europeia anunciou em 9 de maio um pacote orçado em 750 bilhões de euros (quase US$ 1 trilhão) para defender a moeda europeia e impedir a criação de uma crise sistêmica na região. Desse montante, uma parcela de 250 bilhões de euros virá do FMI.

Parte dos 750 bilhões de euros vão servir para uma ação fundamental: a compra pelo BCE (Banco Central Europeu) de títulos de dívida privada e pública das economias mais problemáticas, como Grécia e Portugal.

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Parlamento alemão aprova sua parte no pacote de resgate ao euro

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