Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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O drama das famílias dos 33 trabalhadores, soterrados há quase um mês, na mina de San José, no Deserto do Atacama, no Chile, virou relato diário. A BBC Brasil teve acesso a alguns dos documentos que mostram as queixas dos mineiros, problemas de saúde, a angústia, o esforço para manter o bom-humor e a esperança na retirada. As autoridades chilenas estimam que o resgate demore de três a quatro meses.

A angústia dos que esperam pelos resgates dos parentes é relatada em detalhes por duas filhas do mineiro Omar Reygada, de 56 anos. Ele e mais 32 trabalhadores estão soterrados a 700 metros de profundidade. Todos são monitorados 24 horas por especialistas e profissionais de saúde. Além do resgate, a preocupação das autoridades chilenas é com a manutenção do bem-estar físico e mental dos mineiros.

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Efe



Pia Borgna, esposa de um dos mineiros soterrados, comemora seu aniversário na mina de San José

A filha de Reygada, Ximena Reygada, conta que a família não quer que o pai volte a trabalhar em minas de cobre e ouro, comuns no Chile. Segundo ela, o salário do pai foi depositado corretamente na conta dele e que a única comunicação entre o trabalhador e os parentes é por meio de carta ou bilhetes.

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No último bilhete, Reygada contou que está bem e pediu tranquilidade e orações à família. Segundo Ximena, a reação do governo e dos chilenos têm “sido excelente”. A outra filha de Reygada, Marcela, afirmou que a empresa responsável pela mina pediu que as famílias deixassem o local. Mas segundo ela, todos os parentes das vítimas permanecerão acompanhando as operações de resgate.

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Os parentes dos trabalhadores soterrados armaram barracas e batizaram o local de Acampamento da Esperança. Segundo as filhas de Reygada, a angústia é constante entre todos eles. Ximena e Marcela disseram que lentamente as famílias tentam retomar o ritmo normal da vida de antes do acidente – ocorrido em 5 de agosto.

“Agora meus irmãos voltaram a trabalhar em Copiapo, que fica a 40 quilômetros da mina [de San José]”, disse Marcela. “A vida no acampamento não é difícil. Eu tento me manter ocupada. Eu varro, limpo e escrevo cartas para meu pai. Nós temos tudo que precisamos, como banheiros e fogões. As autoridades mantêm reuniões diárias, às 18h, todos os dias. Eles nos contam as novidades e trazem atualizações sobre os trabalhos”, acrescentou ela.

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Parentes contam o drama da espera pelo resgate de mineiros soterrados no Chile

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