'Parecia o fim do mundo', diz brasileira no Japão que viu prédios tremerem como 'se fossem de papel'
'Parecia o fim do mundo', diz brasileira no Japão que viu prédios tremerem como 'se fossem de papel'
“O som dos prédios balançando fazia parecer o fim do mundo. Eles balançavam de um lado pro outro, como se fossem de papel. Pensei que fôssemos morrer”. Foi assim que a brasileira Thábata Reis Pontes, de 23 anos, residente em Tóquio, descreveu o impacto do terremoto de 8,9 graus de magnitude que atingiu o Japão nessa sexta-feira (11/03). O sismo, que aconteceu às 14h46 (2h46 no horário de Brasília), provocou um tsunami na costa nordeste do país e deixou ao menos 300 mortos.
Arquivo pessoal

Thábata, com o marido e a filha, de 11 meses: “Ela deu risada achando que estávamos brincando de pular”
Ainda assustada, Thábata, casada com um brasileiro e mãe de uma menina de 11 meses, relatou ao Opera Mundi que a cidade foi atingida por diversas réplicas após o tremor principal. “Muito forte mesmo foram só uns três, mas durante todo o dia houve vários terremotos. É muito assustador”, contou a brasileira, que estava em casa com a família no momento do terremoto.
“Não deu tempo de fazer muita coisa. Nem conseguimos pegar o kit antiterremoto. Pegamos os passaportes, nossa filha e saímos correndo. Foi muito, muito forte. Mal conseguíamos ficar de pé para sair de casa. Minha filha deu risada achando que estávamos brincando de pular”, relatou Thábata, que vive no Japão há quatro anos.
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Segundo ela, a reação de seus vizinhos japoneses foi de calma. “Os japoneses ficaram olhando a situação, sem muito pânico. Assim como nós, estavam na rua esperando o tremor mais forte passar, porém, calmos, comentando que tinha sido forte.”
Nascida em Belém, no Pará, Thábata já havia sentido outros terremotos, mas o impacto do tremor dessas sexta-feira foi diferente. “Foi como se estivessemos numa cama elástica automática. A orientação do governo é permanecer em lugares seguros. Quem não conseguiu chegar em casa, que procure um lugar seguro para passar a noite. O gás está cortado e os telefones não funcionam, por medida de segurança.”
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